Na Bienal do Livro de São Paulo, a escritora baiana Telma Brites, que vive na Alemanha há 30 anos, apresenta seu romance Entre Espelhos e Memórias. A trama acompanha Telúria, uma mulher de meia‑idade que desperta em um hospital de Berlim sem memória, e um espelho antigo que revela cenas misteriosas envolvendo Grace, misturando realidade, sonho e consciência.

O livro vai além da perda de memória, propondo uma reflexão sobre o que permanece quando as referências que definem nossa identidade desaparecem. O etarismo é destacado ao questionar a pressão social que associa mulheres à juventude, ressaltando que experiência e maturidade devem ter igual valor à aparência.
Telúria não representa todas as mulheres, mas pode ressoar com leitoras que enfrentam mudanças, perdas e reinvenções. O espelho simboliza a passagem do tempo, mas não reflete a idade da alma, sugerindo que envelhecer pode aproximar-nos de quem realmente somos.
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A autora mantém a ambiguidade, permitindo que cada leitor interprete a narrativa sem que a história perca credibilidade emocional.
Além do lançamento, Telma Brites celebra a década da trilogia Gaia com a edição especial Gaia – A Última Descendente, que reúne os três volumes em 536 páginas. A obra combina fantasia, aventura e mitologia grega, centrada em uma jovem ligada a uma profecia sobre os descendentes de Poseidon.
Durante a Bienal (4 a 13 de setembro de 2026), a escritora participará de sessões de autógrafos em 10 de setembro às 15h e de outras atividades, oferecendo
