Em Brasília, nesta quarta-feira (4), o Conselho da Mulher Empreendedora e da Cidadania (CMEC) organizou um encontro que reuniu lideranças do setor produtivo e representantes do Congresso Nacional. O debate centrou-se na construção de convergências para superar a polarização política, no fortalecimento das instituições e na garantia do protagonismo feminino nas decisões que afetam a economia do país.
Durante o evento, os participantes convergiram em apoiar a pré‑candidatura da senadora Tereza Cristina (PP-MS) à presidência do Senado Federal. A parlamentar foi apresentada como uma alternativa de centro, equilíbrio e representatividade, já que a Casa nunca foi comandada por uma mulher.
“O Senado tem mais de 200 anos e nunca teve uma presidente mulher. Chegou a hora de construir essa história com equilíbrio, diálogo e convergência entre as diferentes correntes do país”, destacou Tereza Cristina, reforçando seu compromisso com a pacificação e a agenda institucional. “A gente tem que entender e analisar todos os cenários. Então, eu acho que a gente tem que fazer uma reflexão para ver direito como é que nós vamos seguir daqui para a frente”, complementou a senadora.
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A presidente do CMEC Nacional, Ana Cláudia Cotait, anunciou a mobilização da rede em todo o país. O conselho conta com mais de mil núcleos e reúne 100 mil mulheres empreendedoras.
“As mulheres têm diplomacia, técnica e competência para liderar”, afirmou Ana Cláudia Cotait. “O CMEC vai apoiar essa construção. A presença da mulher nos espaços de poder é essencial para o Brasil.” Ela acrescentou que o objetivo é fortalecer o diálogo entre empreendedorismo, sociedade civil e o Poder Legislativo, transformando demandas em propostas concretas e garantindo a participação efetiva das mulheres nas políticas que impactam suas vidas e o desenvolvimento do país.
Ampliação da presença feminina e empreendedorismo
A urgência de ampliar a presença feminina nos centros de decisão do Estado também esteve no centro da pauta. A deputada federal Soraya Santos (PL-RJ) enfatizou que a busca por equidade nos órgãos públicos cumpre um princípio constitucional e reflete a estrutura da sociedade brasileira.
“O Legislativo é o único Poder que nunca teve uma mulher na presidência”, destacou a parlamentar. “Hoje, mais de 51% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres. Além disso, 62% das mulheres com câncer e 70% das mães solo de filhos com deficiência são as principais provedoras da casa. Não há como decidir a economia sem as mulheres na mesa de negociação”, pontuou a congressista.
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Durante o evento, a diretora técnica do Sebrae Nacional, Margareth Coelho, também reforçou o papel do preparo técnico e da articulação do setor produtivo com os governos. “Conhecemos o custo da trajetória de uma mulher até o topo na gestão. O país necessita de lideranças capacitadas, com experiência no Executivo e no Legislativo, capazes de unir a sociedade em prol do crescimento”, defendeu Margareth Coelho.
As deliberações também contaram com a participação do presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto. Na ocasião, ele destacou a urgência de pacificar o ambiente político institucional como condição indispensável para a estabilidade do sistema econômico brasileiro. “Nós estamos com as instituições completamente desfiguradas. Nós temos que restabelecer isso. Não é apenas o Senado, é a Câmara, é o Parlamento, é o Executivo e é o Judiciário. Nós precisamos mudar esse sistema. Esse sistema não pode mais prevalecer. Nós estamos perdendo a representação política”, defendeu Cotait, que também preside a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e a Federação das Associações Comerciais de São Paulo (Facesp).
