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Economia

Entidades pedem adiamento da implementação da CBS até 2028

Last updated: 2026/11/05 at 7:56 AM
O Divergente / Brasil Importador Published novembro 5, 2026
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Entidades pedem adiamento da implementação da CBS até 2028
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Entidades do setor jurídico e empresarial pedem atraso na implementação da CBS

Em uma carta aberta, representantes de associações jurídicas, tributárias e empresariais solicitaram que a implementação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) seja adiada para, no mínimo, 2028. O documento, assinado por mais de 25 entidades, argumenta que a falta de definições normativas e as dificuldades operacionais dos sistemas públicos e privados comprometem a preparação das empresas para a mudança, prevista para 1º de janeiro de 2027.

Índice
Entidades do setor jurídico e empresarial pedem atraso na implementação da CBSPrincipais entraves apontados na cartaIndefinição da alíquota da CBSFalta de pleno funcionamento do sistema de apuração assistidaAdaptação dos sistemas internos das empresasResolução de conflitos judiciais

As entidades propõem que o próximo ano seja dedicado à realização de testes e ajustes, com a adoção das alterações normativas necessárias. A carta também enfatiza a importância de preservar princípios como neutralidade tributária, segurança jurídica, livre iniciativa e proteção da confiança legítima durante o período de transição.

Segundo os signatários, a ausência dessas condições pode elevar os custos das empresas, ampliar a insegurança jurídica e gerar impactos negativos sobre a atividade econômica.

Principais entraves apontados na carta

  • Indefinição da alíquota da CBS;
  • Falta de pleno funcionamento do sistema de apuração assistida;
  • Necessidade de adaptação dos sistemas internos das empresas;
  • Ausência de estrutura processual adequada para a resolução de disputas judiciais relacionadas aos novos tributos.

Indefinição da alíquota da CBS

A principal preocupação das entidades é a definição da alíquota que será aplicada a partir de 2027. A carta indica que a divulgação do percentual está prevista para 15 de dezembro de 2026, deixando pouco mais de duas semanas para que os contribuintes avaliem os impactos econômicos da nova tributação.

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Os signatários consideram o prazo insuficiente para renegociar contratos, revisar preços e reorganizar operações empresariais. A dificuldade é agravada pelas particularidades de cada setor econômico e pelas limitações à recuperação integral de créditos tributários em determinadas operações.

O Tribunal de Contas da União (TCU) já aprovou o cálculo da alíquota de referência da CBS, que ficou em 11,3468% (arredondado para 11,3%). Agora cabe ao Senado Federal definir a alíquota para 2027 até 15 de dezembro.

Falta de pleno funcionamento do sistema de apuração assistida

Outro entrave apontado pelas entidades é a ausência de pleno funcionamento do sistema de apuração assistida do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da CBS. Essa limitação prejudica a realização dos testes necessários à adaptação dos contribuintes às novas obrigações tributárias.

As entidades ressaltam que a implementação da reforma exige previsibilidade e condições operacionais adequadas, principalmente diante da complexidade das mudanças previstas no novo modelo de tributação.

Adaptação dos sistemas internos das empresas

A carta destaca os desafios enfrentados pelas empresas para atualizar seus sistemas internos. A adaptação ao IBS e à CBS exige mudanças nos ERPs, na emissão de documentos fiscais, na parametrização tributária, na integração de informações e nos controles de créditos e débitos.

De acordo com as entidades, a demora na definição de parâmetros normativos e na disponibilização de ferramentas operacionais pelo poder público dificulta essas adequações, aumentando os riscos de inconsistências, erros de apuração e descumprimento involuntário de obrigações fiscais.

Resolução de conflitos judiciais

Além dos obstáculos tecnológicos, as signatárias manifestam preocupação com a resolução de conflitos judiciais decorrentes da reforma tributária. Embora a elevação gradual das alíquotas do IBS esteja prevista apenas a partir de 2029, o tributo já terá incidência em 2027, com alíquota de 0,1%.

Segundo as entidades, a cobrança poderá gerar disputas judiciais envolvendo questões que também se relacionam à CBS. Como os dois tributos estarão sujeitos a competências jurisdicionais distintas, a falta de mecanismos adequados de harmonização poderá levar a decisões contraditórias sobre uma mesma operação.

As entidades ressaltam que o adiamento proposto não representa oposição à reforma tributária, mas uma medida para assegurar condições técnicas, operacionais e jurídicas adequadas à sua implementação.

A carta conclui que o sucesso da transformação do sistema tributário deve ser medido pela capacidade de estabelecer um modelo mais simples, eficiente e seguro, e não apenas pelo cumprimento de um cronograma.

Signatárias:

  • AASP (Associação dos Advogados de São Paulo)
  • AB2L (Associação Brasileira de Lawtechs & Legaltechs)
  • ABDF (Associação Brasileira de Direito Financeiro)
  • Aconcarf (Associação dos Conselheiros Representantes dos Contribuintes no Carf)
  • ADT (Academia de Direito Tributário)
  • Apet (Associação Paulista de Estudos Tributários)
  • Cenapret (Centro Nacional para a Prevenção e Resolução de Conflitos Tributários)
  • Cesa (Centro de Estudos das Sociedades de Advogados)
  • FESDT (Fundação Escola Superior de Direito Tributário)
  • GTAX (Grupo de estudos avançados em direito tributário)
  • IAB (Instituto dos Advogados Brasileiros)
  • Iargs (Instituto dos Advogados do Rio Grande do Sul)
  • IaSP (Instituto dos Advogados de São Paulo)
  • IAT (Instituto de Aplicação do Tributo)
  • ICDT (Instituto Capixaba de Direito Tribut

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