Resumo do estudo
Um levantamento da Opinião Inteligência Política revelou que, entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, 74% do aumento líquido de votos foi atribuído ao presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento, baseado nos resultados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aponta que Lula recebeu 10.376.694 votos a mais no segundo turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) aumentou em 3.721.538, totalizando 14.098.232 votos adicionais.
Lula ultrapassa 10 milhões de votos no segundo turno
De 53.879.538 votos no primeiro turno, Lula chegou a 64.256.232 no segundo, um incremento de cerca de 10,4 milhões. Flávio Bolsonaro passou de 56.104.503 para 59.826.041, ganhando aproximadamente 3,7 milhões. O diferencial de crescimento mostra que Lula concentrou quase três quartos do ganho total.
Redução da abstenção impulsionou o eleitorado
No primeiro turno, 33.469.244 eleitores não compareceram às urnas; no segundo, esse número caiu para 30.509.005, um abate de 2.960.239. A menor taxa de abstenção contribuiu diretamente para o aumento geral de votos.
Queda nos votos brancos e nulos
Os votos brancos diminuíram de 2.300.798 para 1.430.496, enquanto os nulos caíram de 3.674.249 para 2.723.305. Em conjunto, houve uma redução de 1.821.246 votos nessas categorias, equivalendo a 870.302 brancos e 950.944 nulos a menos.
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Votos dos candidatos eliminados
Os candidatos que não avançaram ao segundo turno acumularam 9.316.747 votos. Somando esses votos, a redução de abstenção e a queda em brancos e nulos, o estudo confirma que os 14.098.232 votos adicionais se explicam exatamente pelo crescimento dos dois candidatos principais.
Metodologia e base de comparação
Para a comparação, a Opinião Inteligência Política utilizou a mesma configuração de 158.745.079 eleitores em cada turno, excluindo 423 seções não instaladas. Essa uniformização garante a validade dos números comparados.
Preferência de eleitores de candidatos eliminados
Uma pesquisa Datafolha, realizada em 13 e 14 de outubro com 2.520 entrevistas, indicou que 46% dos eleitores de Cury, Renan, Caiado e Zema tinham intenção de votar em Flávio Bolsonaro, 27% em Lula, 23% em branco ou nulo e 5% indecisos. A margem de erro de dois pontos percentuais confere credibilidade ao levantamento.
Análise editorial
O fato de Lula ter captado a maior parcela do crescimento de votos reflete não apenas a mobilização de sua base, mas também a capacidade de converter a participação de eleitores que anteriormente votaram em candidatos eliminados. A diminuição da abstenção e dos votos brancos e nulos indica um eleitorado mais engajado e menos indeciso, fatores que favoreceram a consolidação da vitória presidencial. Para o cenário político brasileiro, esses números reforçam a importância de estratégias de mobilização e de comunicação eficazes nas campanhas eleitorais, especialmente quando se lida com um eleitorado fragmentado e em constante evolução.
