Pesquisa Nacional de Saúde: um instrumento fundamental para o SUS
O Ministério da Saúde e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estão iniciando a terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), um dos principais instrumentos para mapear as condições de saúde da população brasileira e subsidiar a formulação de políticas públicas. A coleta de informações será realizada entre julho e novembro de 2026, com aproximadamente 1,8 mil entrevistadores do IBGE visitando cerca de 140 mil domicílios distribuídos em todos os estados e no Distrito Federal.
As entrevistas coletarão informações sobre hábitos de vida, doenças crônicas, acesso e utilização dos serviços de saúde, saúde mental, alimentação, prática de atividade física, consumo de álcool e tabaco, entre outros indicadores relacionados à qualidade de vida. Uma das principais novidades desta edição é a inclusão, pela primeira vez, da coleta de sangue e urina em uma subamostra de 15 mil a 20 mil participantes com 35 anos ou mais, residentes em capitais e regiões metropolitanas.
Os exames vão analisar indicadores como hemograma, perfil lipídico, hemoglobina glicada, creatinina, ácido úrico, sódio e potássio, além de sorologia para chikungunya e dosagem de chumbo e mercúrio. Os participantes receberão os resultados gratuitamente. Segundo o Ministério da Saúde, os dados produzidos pela pesquisa serão fundamentais para orientar o planejamento do Sistema Único de Saúde (SUS), acompanhar a evolução das condições de saúde da população e monitorar metas nacionais e internacionais na área da saúde.
A expectativa é que os resultados contribuam para o aperfeiçoamento de políticas públicas e para a definição de estratégias de prevenção e promoção da saúde em todo o país. A Pesquisa Nacional de Saúde é um instrumento fundamental para a construção de políticas públicas de saúde no Brasil e é essencial para garantir que as necessidades de saúde da população sejam atendidas de forma eficaz e eficiente.
