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Consumidores pagarão R$ 1 trilhão a mais na conta de luz devido a medidas do Governo e Congresso (até 2050)

Last updated: 2026/07/08 at 3:38 AM
O Divergente / Brasil Importador Published julho 7, 2026
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Consumidores pagarão R$ 1 trilhão a mais na conta de luz devido a medidas do Governo e Congresso (até 2050)
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Consumidores brasileiros enfrentam um custo extra de R$ 1 trilhão na conta de luz

Um estudo da Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) revela que as medidas aprovadas pelo Governo Federal e pelo Congresso Nacional entre janeiro de 2023 e maio de 2026 provocarão custos extras de quase R$ 1 trilhão na conta de luz dos brasileiros. A estimativa é de que o valor seja pago pelos consumidores até 2050.

Índice
Consumidores brasileiros enfrentam um custo extra de R$ 1 trilhão na conta de luzReforma setorial é necessária para evitar colapso do sistema elétricoNovos custos para o consumidor

Segundo o estudo, os custos extras são resultado de medidas provisórias, novas leis, leilões de energia, violação de tratados internacionais e acordos com empresas, conhecidos como “jabutis”. Essas medidas impactarão os consumidores de forma ampla, incluindo residenciais, comércio e indústria.

Reforma setorial é necessária para evitar colapso do sistema elétrico

A FNCE avalia que o excesso de contratações e de novos custos impactam a sustentabilidade do sistema elétrico. Para a Frente, o cenário requer uma reforma setorial urgente e ampla. A recomendação da entidade é de que a reforma ocorra a partir do início do ano que vem, caso contrário, há possibilidade de um colapso do sistema elétrico.

Novos custos para o consumidor

Para realizar a análise, o estudo considerou os atos dos poderes Executivo e Legislativo que ocorreram entre janeiro de 2023 e maio de 2026. A projeção não considera os impostos PIS, Cofins e ICMS nem novas despesas que foram aprovadas no período, mas não são mandatórias e não estão contratadas.

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Os novos custos adicionados à conta de luz entre janeiro de 2023 e março de 2026 são:

  • MP 1212 (R$ 112,5 bi em 25 anos): prorrogou por 36 meses os benefícios tarifários para projetos de energia renovável, antecipou recursos da privatização da Eletrobras para reduzir reajustes na conta de luz e criou medidas para conter aumentos tarifários;
  • Despesas não previstas no Tratado de Itaipu (R$ 21,1 bi em 4 anos): criadas despesas extras após os governos brasileiro e paraguaio violarem o tratado de Itaipu. Despesas terão que ser pagas pelos consumidores das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste;
  • MP 1.232 (R$ 14 bi em 15 anos); custo das flexibilizações previstas para a recuperação da Amazonas Energia;
  • Acordo consensual sobre PCS (R$ 9 bi em 8 anos): acordo entre Ministério de Minas e Energia (MME) e empresas de energia no Procedimento Competitivo Simplificado (PCS), com apoio do Tribunal de Contas da União (TCU), que permitiu a essas empresas evitar multas por descumprimento de contrato e manter uma receita anual por oito anos;
  • “Jabutis” das eólicas offshore (R$ 197 bi em 25 anos): Congresso derrubou trechos do veto presidencial na lei que regula a produção de energia eólica em alto-mar, prorrogou o incentivo a fontes renováveis (Proinfa), obrigou a contratação de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), a contratação compulsória de hidrogênio a partir do etanol do Nordeste e energia eólica no Sul;
  • MP 1300 + MP 1304 (R$ 114,58 bi em 25 anos): MP 1304 foi convertida na lei 15.269/2025 e agregou determinações da MP 1300, que prevê contratação de térmicas a carvão, usinas de até 50 MW e cria a compensação dos geradores renováveis afetados pelo curtailment;
  • 2º LRCAP – 2026 (R$ 515,7 bi por até 15 anos): contratação de hidrelétricas, térmicas a gás, biometano e carvão para reserva de capacidade por períodos que variam entre 10 e 15 anos a depender do contrato;
  • 3º LRCAP – 2026 (R$ 978,6 milhões por até 10 anos): contratação de térmicas a óleo combustível, óleo diesel e biodiesel para serviço de reserva de capacidade por períodos entre 3 e 10 anos a depender do contrato.

É fundamental que o Governo e o Congresso Nacional tomem medidas para evitar um colapso do sistema elétrico e garantam que os consumidores não sejam afetados por esses custos extras.

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