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Economia

Brasil e Índia firmam memorando para ampliar comércio e investimentos

Last updated: 2026/09/05 at 3:58 AM
O Divergente / Brasil Importador Published setembro 5, 2026
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Brasil e Índia firmam memorando para ampliar comércio e investimentos
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A relação comercial entre os dois países ganha nova força com a assinatura de um Memorando de Entendimento (MoU) entre a ApexBrasil e a Confederação das Indústrias Indianas (CII), realizada no último dia 27 de agosto, durante a Missão Empresarial Estratégica da Índia no Brasil.

Índice
Comércio e Mercosul-ÍndiaIndústria e atração de investimentosInteresse da Índia

O acordo prevê ações concretas para expandir o comércio bilateral, facilitar a troca de informações de mercado e estimular investimentos e a internacionalização de empresas brasileiras e indianas. A iniciativa ocorre em um momento de crescimento expressivo das trocas comerciais, com os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) indicando que, em 2025, o comércio entre Brasil e Índia atingiu US$ 15,2 bilhões, representando um aumento de 25,4% em relação a 2024. As exportações brasileiras para a Índia somaram US$ 6,86 bilhões, um salto de 30,2%.

Para 2026, o comércio já avançou significativamente: de janeiro a julho, as transações atingiram US$ 10,1 bilhões, crescendo 32,9%. As vendas brasileiras para o mercado indiano totalizaram quase US$ 5,89 bilhões, um impressionante avanço de 82,1%.

A diretora de Negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso, ressaltou que o memorando cria uma estrutura de cooperação que aproxima empresas dos dois países e facilita o acesso a informações sobre oportunidades de mercado.

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“Observamos um crescimento consistente nas exportações desde 2025, quando alcançamos um recorde com salto de 25%. Este ano já demonstra que continuamos no mesmo caminho”, disse Velloso. Ela também destacou a abertura de um escritório da ApexBrasil em Nova Deli em fevereiro de 2026, após uma missão presidencial à Ásia, como parte de uma estratégia de cooperação ganha‑ganha baseada na complementaridade entre as duas nações.

Comércio e Mercosul-Índia

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que os resultados fazem parte de uma estratégia mais ampla de diversificação de mercados para os produtos brasileiros. Ele projetou que o Brasil encerre 2026 com um saldo comercial de US$ 90 bilhões, destacando o desempenho das relações com a Índia. Segundo ele, a política de diversificação permitiu ampliar as vendas externas para 57 países, com crescimento médio de 10,5%.

O ministro também mencionou a agenda de expansão do Acordo de Comércio Preferencial (ACP) entre o Mercosul e a Índia, que atualmente abrange 450 linhas tarifárias. “O Brasil possui indicadores econômicos e sociais que favorecem investimentos seguros. A segurança jurídica e a previsibilidade econômica são essenciais para gerir a macro‑economia de forma estável”, enfatizou.

Indústria e atração de investimentos

As oportunidades apresentadas aos empresários indianos foram alinhadas com os setores definidos pela Nova Indústria Brasil (NIB). Entre os atrativos citados pelo governo brasileiro estão o tamanho do mercado interno e a participação de fontes renováveis na geração de eletricidade. Em 2025, as renováveis responderam por 86,8% da matriz elétrica brasileira, segundo a EPE.

O setor da saúde foi destacado como uma das áreas de maior potencial de aproximação. O governo pretende atrair empresas indianas para o Complexo Econômico‑Industrial da Saúde, especialmente nos segmentos farmacêutico e de equipamentos. O Sistema Único de Saúde (SUS) atende cerca de 200 milhões de pessoas, tornando o mercado interno um alvo estratégico.

Outros temas abordados nas reuniões incluíram a exploração e processamento de minerais críticos, com foco na agregação de valor no Brasil, e a transição energética, que abrange bioenergia, biocombustíveis e economia circular. “Queremos facilitar e acelerar os investimentos exteriores aqui no Brasil”, afirmou o presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller.

Interesse da Índia

A delegação indiana apontou o setor automotivo, o maquinário industrial e os combustíveis como áreas de potencial cooperação. “Acreditamos que há muitas áreas em que a Índia e o Brasil podem cooperar. Já compartilhamos uma paixão pelo etanol para transporte, e vemos oportunidades no setor automotivo e de maquinário industrial”, disse Alok Sanjay Kirloskar, co‑presidente da delegação indiana e diretor da Kirloskar Brothers Limited (KBL).

Kirloskar também destacou o potencial de integração por meio do BRICS, especialmente para ampliar oportunidades de cooperação no setor financeiro.

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