ABAL celebra Dia Nacional da Reciclagem do Alumínio em 28 de outubro
A Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) comemorou, nesta data, o Dia Nacional da Reciclagem do Alumínio, reconhecendo a cadeia de reciclagem como uma das mais estruturadas do país. A iniciativa, que já tem 23 anos, destaca a importância do metal no contexto da transição energética e da sustentabilidade.
Demanda global de alumínio deve crescer 40% até 2030
Segundo o International Aluminum Institute (IAI), a demanda mundial por alumínio deve aumentar em 40% até 2030, impulsionada pelos setores de transporte, construção civil e geração de energia, que buscam reduzir emissões e dependem fortemente do metal.
Reciclagem como solução para tensão entre oferta e demanda
O alumínio pode ser reciclado infinitas vezes sem perder suas propriedades, o que torna a reciclagem fundamental para ampliar a oferta sem depender exclusivamente da produção primária. O mercado global enfrenta forte tensão entre oferta e demanda, agravada pela guerra no Golfo Pérsico, responsável por cerca de 10% da produção mundial, e pelos aumentos tarifários promovidos pelos Estados Unidos, que desorganizaram rotas e fluxos comerciais. A consultoria CRU estimou um déficit global de 647 mil toneladas no segundo trimestre de 2026.
Brasil mantém recordes de reciclagem e lidera o mundo
No cenário internacional, o Brasil se destaca com a reciclagem de latinhas de alumínio, que já atingem índices superiores a 96% há mais de 15 anos. Em 2025, 54% do alumínio consumido no país veio da reciclagem, incluindo resíduos de construção civil, transporte, bens duráveis e aparas industriais. Essa estrutura diversificada garante segurança de suprimento como fonte complementar ao alumínio primário, em um momento em que a oferta internacional está sob pressão.
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Economia de energia e redução de emissões
Cada tonelada de alumínio reciclado economiza cerca de 95% da energia utilizada na produção primária, contribuindo diretamente para a redução de emissões de carbono e para a descarbonização das cadeias que utilizam o metal. “Em um cenário de demanda crescente, déficit de oferta e instabilidade geopolítica, a sucata de alumínio deixa de ser apenas um resíduo e se consolida como insumo estratégico. O Brasil tem uma cadeia de reciclagem eficiente e consolidada, e nosso desafio é garantir que esse diferencial continue sendo competitivo e atenda em primeiro lugar a economia nacional”, afirma Janaina Donas, presidente-executiva da ABAL.
Perspectivas e desafios futuros
Com a crescente demanda global e as pressões geopolíticas que afetam a oferta de alumínio primário, a reciclagem brasileira se apresenta como um pilar estratégico para a segurança de suprimento e para a competitividade do país. Manter e ampliar essa vantagem requer investimentos contínuos em infraestrutura, inovação e políticas públicas que incentivem a coleta e o processamento de sucata, garantindo que o Brasil continue a ser referência em economia circular e na luta contra as mudanças climáticas.
