Café arábica e robusta em alta na capital
O café arábica abriu a sessão de hoje em São Paulo com um salto de 1,72%, alcançando R$ 1.815,45 por saca de 60 kg. O preço, que já registrava um ganho mensal de 4,09%, reflete a pressão de compradores que buscam manter a qualidade premium nas exportações e nas cafeterias especializadas. O café robusta também teve valorização, subindo 2,10% para R$ 1.075,11. Apesar de seu valor mensal ter caído 1,60%, o aumento diário indica demanda crescente por blends e café solúvel.
Os índices do Cepea/ESALQ mostram que o arábica manteve um desempenho positivo desde 18/08/2026, quando fechou em R$ 1.784,82. Já o robusta, que fechou em R$ 1.052,95 no dia anterior, apresentou variação mensal de –3,63%.
Açúcar cristal em ascensão
A saca de açúcar cristal de 50 kg foi cotada a R$ 102,27, representando alta de 2,33% na capital. Esse movimento acompanha o aumento de 11,77% em relação ao mês anterior, impulsionado por custos de produção e logística que pressionam o preço final. Em Santos, a mercadoria registrou valorização ainda maior, subindo 3,37% para R$ 126,24 na média de preços FOB.
Os dados do Cepea/ESALQ indicam que o açúcar de São Paulo já estava em R$ 99,94 em 17/08/2026, e a tendência de alta continua, com variação mensal de 9,22% em 18/08/2026.
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Milho mantém leve crescimento
A saca de 60 kg de milho foi negociada a R$ 67,20, um aumento de 0,73% em relação ao dia anterior. O valor mensal de 2,99% reflete a estabilidade da demanda interna e a expectativa de boas safras na região norte. Em comparação, o preço de 12/08/2026 já era R$ 66,15, mostrando uma trajetória de valorização gradual.
Análise de mercado
O conjunto de movimentações observadas hoje demonstra um cenário de pressão de compra em commodities agrícolas, impulsionado por fatores como a recuperação econômica pós-pandemia, a demanda internacional por café premium e a necessidade de abastecimento interno de açúcar e milho. A valorização do arábica, em particular, pode indicar expectativas de escassez de grãos de alta qualidade, enquanto o robusta mantém seu papel de base para produção industrial.
Para os produtores locais, esses aumentos representam oportunidades de ganho, mas também desafios relacionados ao custo de insumos e logística. Já os consumidores podem notar impactos indiretos nos preços ao consumidor final, especialmente em produtos que utilizam açúcar e milho como ingredientes principais.
Conclusão
Com preços de café, açúcar e milho em alta, os mercados agrícolas de São Paulo e Santos refletem a dinâmica de oferta e demanda que acompanha a recuperação econômica. A tendência de valorização, se mantida, pode beneficiar produtores e exportadores, mas requer atenção aos custos de produção e à volatilidade cambial que influencia os preços em dólar.
