Ministério da Saúde amplia perfil de pessoas que podem doar sangue
Em uma medida importante para a saúde pública, o Ministério da Saúde editou a Portaria nº 11.685, de 2 de julho de 2026, que altera os critérios de aptidão para a doação de sangue no país. Com essas mudanças, mais pessoas terão a oportunidade de se candidatar à doação de sangue, o que pode ajudar a aumentar os estoques de sangue em hemocentros brasileiros.
Uma das principais alterações é a redução dos prazos para doadores que realizaram procedimentos de saúde ou estéticos invasivos. Pessoas com mais de 70 anos, por exemplo, agora podem doar desde que não seja a primeira vez e sejam consideradas aptas na avaliação clínica. Além disso, o prazo para doadores que fizeram tatuagem, piercing, maquiagem definitiva ou outras intervenções estéticas em estabelecimentos com condições sanitárias adequadas foi reduzido para 7 dias.
Outra mudança importante é a redução do prazo para pessoas temporariamente impedidas de doar por procedimentos de saúde. No caso de quem fez endoscopia, por exemplo, o intervalo entre o procedimento e a doação caiu de seis para quatro meses. Já o período de impedimento para pessoas que se deslocaram para áreas endêmicas da malária ou tiveram exposição em regiões de mata, bosque ou floresta passa a ser de 30 dias, 12 meses a menos do que anteriormente.
As mudanças entram em vigor em 30 de setembro, 90 dias após a publicação da norma. É importante lembrar que os critérios básicos para a doação de sangue permanecem os mesmos: estar em boas condições de saúde, pesar no mínimo 50 quilos, apresentar documento oficial com foto, estar alimentado e ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas seguem como critérios básicos para a doação. Candidatos menores de 18 anos também seguem obrigados a apresentar consentimento formal dos responsáveis.
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Importância da atuação municipal
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta os gestores municipais para a necessidade de atenção e adequação dos serviços de saúde às novas orientações. A entidade destaca a importância da atuação municipal para incentivar a doação, divulgar informações precisas e contribuir para a manutenção dos estoques dos hemocentros.
A CNM reforça que os gestores municipais devem se atentar às novas regras e às orientações dos órgãos responsáveis pela política de sangue, de forma a apoiar a ampliação da doação e contribuir para o abastecimento seguro dos hemocentros. Além dos critérios básicos, permanecem situações que podem impedir temporariamente a doação, como determinadas doenças, procedimentos, vacinação e outras condições avaliadas durante a triagem.
A análise individual do candidato continua sendo realizada pelos serviços de hemoterapia. A instituição enxerga nas novas diretrizes a oportunidade de atingir o objetivo de ampliar o número de doadores e fortalecer os estoques de sangue em todo o país. Prefeituras que aderem à Rede de Municípios Doadores têm acesso à plataforma para cadastro de doadores, materiais de campanha e suporte técnico.
Como contrapartida, ficam encarregadas de realizar campanhas locais de captação de doadores, atender aos chamados dos hemocentros regionais e garantir condições de acesso e transporte dos voluntários até os pontos de coleta.
