Desaparecimentos em alta no Brasil
O Brasil enfrenta um problema crescente de desaparecimentos, conforme divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) no Anuário de Segurança Pública. De acordo com os dados, o país registrou 84.269 desaparecimentos em 2025, o que representa uma taxa de 39,5 casos por 100 mil habitantes. Este número é 3,6% maior em relação ao ano anterior.
Entre as Unidades da Federação, Minas Gerais, Maranhão e Piauí apresentaram os maiores aumentos nos registros entre 2024 e o ano passado. Minas Gerais lidera a lista com um aumento de 30,5%, seguido de Maranhão com 29,8% e Piauí com 20,5%.
É importante notar que o estudo ressalta que não é possível relacionar diretamente o aumento dos desaparecimentos às disputas do tráfico de drogas. No entanto, observa que Maranhão e Piauí aparecem em áreas apontadas pela publicação Cartografias da Violência na Amazônia como regiões de disputa entre organizações criminosas.
Minas Gerais, por sua vez, chamou atenção por registrar a maior alta do país, apesar de não ter histórico recente de disputas entre facções semelhantes ao observado nos estados que também lideram o ranking.
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Aumento e recuo nas taxas
No estado do Pará, o percentual de aumento de casos foi de 12,9% e no Rio Grande do Norte, de 11,6%. Todos os outros estados registraram aumentos menores do que 10%.
Quando considerados os números absolutos de desaparecimentos, o estado de São Paulo lidera, com mais 17 mil casos em 2025. O Rio Grande do Sul teve 7.661 registros no ano passado, enquanto Minas Gerais registrou mais de 6,6 mil desaparecidos.
Entre os estados com redução nos registros, o Amapá apresentou a maior queda (-8,9%), seguido por Mato Grosso (-8,4%) e Sergipe (-7,4%).
Desaparecimentos em ascensão
Segundo o levantamento, houve um período de redução abrupta nos registros de pessoas desaparecidas, especialmente entre 2019 e 2020. No entanto, os dados do último anuário evidenciam uma tendência de crescimento contínuo, considerando a taxa de quase 40,0 por 100 mil habitantes em 2025.
O levantamento aponta que, após a queda registrada entre 2019 e 2020, os desaparecimentos voltaram a crescer a partir de 2021, mantendo trajetória de alta até 2025.
Perfil dos desaparecidos
Os indicadores apontam que a maioria dos desaparecidos é do sexo masculino – que correspondem a 64,9% dos casos – e que a maior parcela das ocorrências se concentra na faixa etária adulta, entre 18 e 59 anos, atingindo 64,4% do total.
Conclusão
O Brasil enfrenta um problema crescente de desaparecimentos, que demanda uma articulação integrada entre as forças de segurança para estruturar uma rede capaz de mapear as vulnerabilidades regionais que justificam os resultados e propiciam oscilações nos registros em um curto espaço de tempo.
É fundamental que as autoridades tomem medidas eficazes para combater o tráfico de drogas e proteger a população, especialmente os mais vulneráveis. Além disso, é necessário melhorar a legislação e os sistemas de registro para que possamos ter uma visão mais clara da situação e desenvolver protocolos de enfrentamento adequados.
