Introdução
Recentes pesquisas indicam que o Centro-Oeste tem vivido mais intensamente os efeitos da seca e do calor extremo do que outras regiões do país. Em levantamento da Nexus, empresa de pesquisa de opinião da FSB Holding, 39% dos moradores da região apontaram a estiagem prolongada e a escassez de água como um dos principais impactos climáticos no último ano, quase o dobro da média nacional de 22% e o maior percentual entre todas as regiões do Brasil.
O calor também foi destacado: 63% dos entrevistados citaram temperaturas acima do normal e ondas de calor intenso, enquanto 20% relataram chuvas excessivas e alagamentos, e 14% mencionaram tempestades de vento e granizo. Os entrevistados puderam indicar mais de uma ocorrência.
O panorama não é uniforme no país. Enquanto a estiagem predomina no Centro-Oeste, o Norte destaca o calor e o Sul as chuvas excessivas e alagamentos.
Alerta para a segurança hídrica e para a economia local
Para o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, o resultado chama atenção pelo papel econômico da região. Ele destaca que o Centro-Oeste, forte produtor agrícola e com biomas como o Cerrado e o Pantanal, sente a seca com intensidade quase duas vezes maior que a média do país, representando um alerta para a segurança hídrica e para a economia local.
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Apesar da frequência de eventos extremos, o Centro-Oeste é a região com menor percentual de moradores que acreditam que o clima mudou muito no último ano: 50%, frente a 56% na média nacional e 69% na Região Norte. Outros 34
