Probabilidade de El Niño no inverno de 2026 é alta
Os meteorologistas da Defesa Civil de Santa Catarina e da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do estado (Epagri/Ciram) divulgaram que a probabilidade de formação do fenômeno El Niño durante o inverno de 2026 é de 90%. Esse alerta vem acompanhado de sinais de resposta ao aquecimento das águas do Oceano Pacífico, o que reforça a tendência de consolidação do fenômeno ao longo deste ano.
A alta probabilidade de El Niño também é confirmada por dados do Centro de Previsão Climática (CPC) da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), que indicam uma chance de 82% de estabelecimento do fenômeno no trimestre entre maio, junho e julho de 2026.
Além disso, a previsão aponta que o El Niño deve persistir até o início de 2027, com 96% de probabilidade de continuidade entre dezembro de 2026 e os meses de janeiro e fevereiro do ano seguinte.
Impactos do El Niño no Brasil
O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Essa alteração interfere na circulação atmosférica e provoca mudanças nas condições meteorológicas em diferentes regiões do planeta.
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Segundo o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Melquezedek da Silva, os efeitos do fenômeno variam de acordo com a região do Brasil. Na Região Sul, o El Niño causa aumento de chuvas e eventos extremos de precipitação, enquanto nas regiões Norte e Nordeste, provoca chuvas abaixo da média e secas.
Já sobre o Centro-Oeste e o Sudeste, o fenômeno torna as chuvas mais irregulares. Além disso, há tendência de temperaturas acima da média em todas as regiões do país, favorecendo a ocorrência de ondas de calor.
Risco de eventos extremos
Os impactos do El Niño podem variar conforme a intensidade do fenômeno e a influência de outros fatores climáticos. Em anos de El Niño, há tendência de eventos climáticos extremos, como enchentes, secas e ondas de calor, que podem afetar diversos setores da sociedade e da economia.
Para minimizar esses impactos, é fundamental o monitoramento contínuo das condições oceânicas e atmosféricas, além do acompanhamento das previsões meteorológicas e climáticas emitidas pelos órgãos oficiais. Isso é essencial para aprimorar as previsões e orientar ações de planejamento, prevenção, mitigação e resposta diante dos possíveis impactos do fenômeno.
