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Dólar recuou no último fechamento

Last updated: 2024/07/04 at 2:24 AM
Redação FolhaDF Published julho 4, 2024
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O dólar comercial recuou em comparação com diferentes moedas e, sobretudo no Brasil, o real foi uma das moedas que mais pôde se valorizar no último fechamento. Entre fatores domésticos e internacionais, o investidor levou em consideração a alta recorde da divisa, em um momento propício para vendê-la. O aumento da liquidez diminui os preços. No último fechamento, o dólar caiu 2,12% e está cotado a R$ 5,56. O euro também teve uma queda expressiva, de 1,75%, cotado a R$ 6,00.

Os dados divulgados acerca da economia dos Estados Unidos foram uma das principais razões para o comportamento no dia. O Relatório Nacional de Emprego (ADP) daquele país mostra um crescimento de vagas no setor privado aquém do esperado, com desaceleração em junho, se comparado a maio deste ano. Um menor aquecimento da economia e pressão inflacionária reduzida levam a crer que é possível reduzir os juros e, com isso, diminuir a atratividade de investimento em títulos públicos norte-americanos. Além disso, foi divulgada a ata da última reunião do Banco Central dos Estados Unidos.

Já no Brasil, a percepção do mercado por um maior alinhamento entre Presidência da República e Ministério da Fazenda, em direção ao cumprimento da meta fiscal, trouxe mais tranquilidade e confiança ao mercado. Presidente Lula e ministro Haddad se reuniram, para acertos relacionados às contas públicas. Os esforços da pasta da economia foram reforçados pelo chefe do executivo, em uma direção de redução de gastos, contradizendo o que o próprio Lula em alguns momentos afirma.

Em agendas públicas na última quarta-feira (3), esta foi a sinalização do governo: compromisso com as contas públicas. Não houve menções ou críticas à autonomia do Banco Central do Brasil. A estabilidade institucional é fundamental para uma menor oscilação do câmbio e o “mercado” não parece ter percebido algumas ironias de Lula ao setor financeiro, durante o lançamento do Plano Safra para 2024/2025.

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As cotações são da companhia Morningstar.

Fonte: Brasil61

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