Distribuição de boletins mensais sobre a seca
No Bate-Papo com a Defesa Civil, realizado nesta quinta-feira (29), os participantes discutiram a implantação de boletins mensais que trazem monitoramento e previsão de riscos e impactos da seca para todas as cidades brasileiras. A iniciativa faz parte da meta 2.2.6 do Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDC) e visa transformar a forma como o país lida com a escassez de água.
Enfoque proativo na gestão da seca
O encontro, mediado pelo analista técnico executivo da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), Jadson Santos, contou com a presença de Ana Paula Cunha, coordenadora de relações institucionais do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). “Essa meta representa um olhar diferente para a maneira como devemos lidar com a seca no nosso País, saindo do modo reativo, quando a atuação ocorre após o início do problema, para o modo proativo, com planejamento de ações para reduzir os danos, em especial, na população mais vulnerável”, destacou Ana Paula.
Israel de Oliveira, coordenador de análise da Coordenação‑Geral da Operação Carro‑Pipa, também participou da conversa. “Hoje, temos a concepção de fazer política pública ouvindo as pessoas, é dessa forma que a gente consegue fazer política de forma apropriada”, afirmou.
Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDC)
O PNPDC, lançado em novembro do ano passado na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) em Belém, Pará, estabelece diretrizes, estratégias e ações coordenadas entre União, estados, Distrito Federal e municípios. Seu objetivo é proteger vidas, reduzir danos materiais e impulsionar a resiliência das comunidades diante de desastres naturais ou tecnológicos provocados pela ação humana.
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Eixos de atuação do PNPDC
- Prevenção: Evitar a ocorrência de novos riscos e desastres por meio de planejamento, ordenamento territorial e monitoramento de riscos.
- Mitigação: Reduzir ou limitar os impactos e a gravidade dos desastres, envolvendo obras de infraestrutura resistente e políticas ambientais e de engenharia.
- Preparação: Desenvolver capacidades para gerir emergências de forma eficiente, abrangendo capacitação, sistemas de alerta antecipado e elaboração de Planos de Contingência.
- Resposta: Realizar ações imediatas durante ou após o desastre, focando em socorro, resgate, assistência às vítimas (abrigamento, suprimentos) e restabelecimento de serviços essenciais.
- Recuperação: Restaurar o cenário e impulsionar o desenvolvimento pós‑desastre, incluindo a reconstrução de infraestrutura e habitações, aplicando o princípio de “reconstruir melhor” para evitar vulnerabilidades futuras.
Perspectiva futura
A adoção dos boletins mensais sobre seca sinaliza um compromisso sério com a prevenção e a mitigação de riscos climáticos. Ao integrar dados em tempo real e previsões de risco, a Defesa Civil busca antecipar crises, reduzir impactos sobre a agricultura familiar e proteger as populações mais vulneráveis. Esse movimento reforça a necessidade de políticas públicas baseadas em dados, participativas e alinhadas aos objetivos globais de adaptação climática, colocando o Brasil na vanguarda da gestão proativa de desastres naturais.
