Casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave começam a cair após cinco meses de alta no Brasil
Após cinco meses consecutivos de alta no Brasil, os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) começam a mostrar sinais de queda, de acordo com a mais recente edição do Boletim InfoGripe, divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira (9). O levantamento alerta que, apesar da redução nacional, o número de ocorrências ainda permanece elevado em grande parte do país.
A queda nos casos de SRAG é explicada principalmente pelo crescimento mais lento das internações causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR) e pela queda das hospitalizações por influenza A e influenza B. No entanto, o boletim destaca que seis estados permanecem em níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com tendência de crescimento no longo prazo.
Os estados que permanecem em alerta são Amazonas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina. Além disso, a lista inclui as capitais brasileiras Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Manaus (AM), Palmas (TO), Porto Alegre (RS) e Rio Branco (AC), que apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo.
Prevenção é fundamental
Apesar do início da queda nas hospitalizações por SRAG, os pesquisadores da Fiocruz reforçam que o volume de casos ainda é elevado e recomendam a manutenção das medidas de prevenção. Entre as orientações estão cobrir boca e nariz com o braço ao tossir ou espirrar, lavar as mãos com frequência, permanecer em isolamento ao apresentar sintomas de gripe ou resfriado, usar máscara caso seja necessário sair de casa durante o período de sintomas e manter a vacinação em dia, especialmente entre os grupos de maior risco.
- Publicidade -
Prevalência dos vírus
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte: 12,7% de influenza A, 8,4% de influenza B, 55,9% de VSR, 23,3% de rinovírus e 2,2% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi: 33,1% de influenza A, 15,4% de influenza B, 21,7% de VSR, 26,3% de rinovírus e 6,9% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 4 de julho, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 26.
