Desafios do Empreendedorismo Feminino no Brasil
As mulheres que empreendem no Brasil enfrentam obstáculos significativos para expandir seus negócios, como dificuldade de acesso ao crédito, falta de rede de apoio e regras tributárias defasadas. A presidente do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura do Distrito Federal (CMEC-DF), Beatriz Guimarães, e a secretária-geral da Executiva Nacional do Mulheres Republicanas, Cristiane Britto, defendem a atualização dos limites do Simples Nacional como forma de fortalecer pequenos negócios liderados por mulheres.
Segundo Cristiane Britto, a atualização dos limites do Simples Nacional é necessária para preservar competitividade, estimular a formalização e permitir que milhares de pequenos negócios continuem gerando emprego e renda. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados por meio do Projeto de Lei Complementar PLP 108/2021, que prevê a atualização do limite de enquadramento do Microempreendedor Individual (MEI).
Barreiras Estruturais
Apesar do avanço da participação feminina no empreendedorismo, as empreendedoras ainda enfrentam barreiras à expansão de seus negócios. Além da defasagem das regras tributárias, as empreendedoras enfrentam dificuldades para obter financiamento e ampliar suas atividades. Muitas mulheres têm conhecimento e capacidade de gestão, mas encontram dificuldades para obter financiamento e ampliar suas atividades.
A presidente do CMEC, Beatriz Guimarães, defende a ampliação de linhas de crédito voltadas às mulheres, investimentos em capacitação, educação empreendedora, políticas de cuidado, fortalecimento de redes de mentoria e ampliação das conexões profissionais. Além disso, defende investimentos em capacitação, ampliação de linhas de crédito para mulheres e fortalecimento de redes de apoio, além do estímulo à entrada feminina em áreas como inovação, tecnologia, engenharia e mercado financeiro.
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Apoio do Setor Produtivo
A atualização dos limites do Simples Nacional é uma das principais pautas do sistema associativista brasileiro. Liderado pela CACB, o movimento empresarial defende uma correção de aproximadamente 83% nos valores atuais. O presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, afirma que a medida é necessária para evitar que empreendedores sejam obrigados a migrar para regimes tributários mais complexos ou para a informalidade.
A atualização dos limites do Simples Nacional é uma medida importante para fortalecer os pequenos negócios liderados por mulheres e contribuir para o desenvolvimento econômico do Brasil. É essencial garantir um ambiente regulatório mais simples e inclusivo, com a atualização das regras do Simples Nacional, que favoreça o crescimento sustentável dos pequenos negócios, onde mulheres têm participação cada vez mais relevante.
