Desigualdades Regionais Afirmam-se em Novo Levantamento de Qualidade de Vida
Os dados mais recentes do Índice de Progresso Social (IPS) revelam que as diferenças regionais no Brasil continuam a afetar a qualidade de vida dos cidadãos. Ao analisar os 5.570 municípios brasileiros, o levantamento mostrou que os municípios mais bem avaliados estão concentrados no Sul e Sudeste, enquanto as regiões Norte e Nordeste apresentam os piores resultados.
Entre os 20 municípios com melhor desempenho, 18 pertencem às regiões Sul e Sudeste, enquanto 19 dos 20 municípios com os piores resultados estão localizados no Norte e no Nordeste. Este cenário reforça a ideia de que as desigualdades regionais são uma das principais barreiras para o desenvolvimento do país.
Um dos principais fatores que contribuem para essa desigualdade é a falta de investimentos em infraestrutura, educação e saúde nos municípios mais afetados. Além disso, a concentração de riqueza e oportunidades em regiões específicas também contribui para a manutenção dessas desigualdades.
O Índice de Progresso Social busca medir condições reais de vida da população, diferentemente do PIB, que considera apenas a produção de riqueza da economia. Com isso, o IPS oferece uma visão mais completa da qualidade de vida dos cidadãos e pode ser usado como uma ferramenta para avaliar as políticas públicas e identificar áreas de melhoria.
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É importante destacar que a média nacional do índice em 2026 foi de 63,40 pontos, o que indica uma evolução discreta no período. No entanto, é fundamental que as autoridades públicas tomem medidas concretas para reduzir as desigualdades regionais e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos em todo o país.
Ranking dos Municípios com Melhor e Pior Desempenho
Abaixo, você encontrará o ranking dos 20 municípios com melhor e pior desempenho no IPS Brasil 2026:
- Gavião Peixoto (SP) — 73,10
- Jundiaí (SP) — 71,80
- Osvaldo Cruz (SP) — 71,76
- Pompéia (SP) — 71,76
- Curitiba (PR) — 71,29
- Nova Lima (MG) — 71,22
- Gabriel Monteiro (SP) — 71,16
- Cornélio Procópio (PR) — 71,16
- Luzerna (SC) — 71,10
- Itupeva (SP) — 71,08
- Rafard (SP) — 71,08
- Presidente Lucena (RS) — 71,05
- Adamantina (SP) — 70,97
- Maringá (PR) — 70,87
- Alto Alegre (RS) — 70,86
- Ribeirão Preto (SP) — 70,80
- Brasília (DF) — 70,73
- Barra Bonita (SP) — 70,71
- Araraquara (SP) — 70,70
- Águas de São Pedro (SP) — 70,66
E, em seguida, o ranking dos 20 municípios com pior desempenho:
- Uiramutã (RR) — 42,44
- Jacareacanga (PA) — 44,32
- Alto Alegre (RR) — 44,72
- Portel (PA) — 45,42
- Amajari (RR) — 45,58
- Pacajá (PA) — 45,87
- Anapu (PA) — 45,91
- Japorã (MS) — 46,23
- Santa Rosa do Purus (AC) — 46,70
- Uruará (PA) — 46,80
- Trairão (PA) — 46,82
- Bannach (PA) — 47,23
- São Félix do Xingu (PA) — 47,38
- Recursolândia (TO) — 47,39
- Cumaru do Norte (PA) — 47,43
- Peritoró (MA) — 47,53
- Oeiras do Pará (PA) — 47,57
- Ladainha (MG) — 47,58
- Anajás (PA) — 47,62
- Paranã (TO) — 47,63
