Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Accept
FolhaDFFolhaDF
  • Mundo
    • Cotidiano
  • Economia
  • Educação
  • Esportes
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Entretenimento
    • Pessoas
    • Música
    • Cinema
    • Gastronomia
    • Séries
    • Cultura
    • Internet
    • Moda
    • Televisão
  • Artigos
Reading: CACB alerta para riscos do fim da escala 6×1 sem diálogo com o setor produtivo
Share
Aa
Aa
FolhaDFFolhaDF
  • Fale conosco
  • Política de Privacidade
  • Expediente
  • Pessoas
  • Cinema
  • Cultura
  • Internet
  • Moda
  • Música
  • Séries
  • Televisão
  • Fale conosco
  • Política de Privacidade
  • Expediente
Follow US
Economia

CACB alerta para riscos do fim da escala 6×1 sem diálogo com o setor produtivo

Last updated: 2026/01/17 at 4:09 AM
Redação FolhaDF Published janeiro 15, 2026
Share
CACB alerta para riscos do fim da escala 6×1 sem diálogo com o setor produtivo
SHARE

Índice
Elevação do custo do trabalhoProdutividade em foco

Em consulta a donos de pequenos negócios nas cinco regiões do país, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) identificou forte preocupação com a extinção da escala 6×1 sem o devido diálogo com o setor produtivo. A medida é proposta por meio de Emenda à Constituição (PEC 8/25), em discussão na Câmara dos Deputados.

O texto prevê a redução da jornada de 44 para 36 horas semanais, sem redução de salário, além da mudança de regime de seis dias de trabalho para quatro, com três dias de descanso remunerado, medida que se aplicaria a todos os setores da economia.

Entre os principais riscos apontados pelos empresários estão:

- Publicidade -
  • elevação de despesas com a criação de novos turnos para atender à demanda;
  • aumento dos custos com encargos trabalhistas, como salários, INSS, FGTS, 13º e férias
  • repasse desses aumentos dos custos aos preços dos produtos e serviços;
  • redução do horário e dos dias de funcionamento das empresas;
  • dificuldade no cumprimento de prazos;
  • queda na capacidade de investimento em melhorias e expansão
  • migração de consumidores para o e-commerce;
  • informalidade e demissões;
  • e, em casos extremos, o fechamento de negócios.

As entrevistas foram  realizadas com empreendedores das regiões Centro-Oeste, Nordeste, Norte, Sudeste e Sul. Para eles, antes de se discutir a redução da jornada, seria necessário avançar em políticas de redução da carga tributária, melhoria salarial, investimentos em infraestrutura, modernização industrial, estímulo à inovação, desburocratização das leis trabalhistas, ampliação do crédito, incentivos fiscais e qualificação profissional. Sem essas condições, eles avaliam que a mudança tende a gerar perdas para empresários, governo, trabalhadores e consumidores.

Para o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, a proposta de redução da jornada tem viés “populista”. Segundo ele, para que a medida seja sustentável, seria indispensável um amplo programa de qualificação da mão de obra, com duração mínima de cinco anos.  “Tem de preparar o campo e investir em qualificação”, afirma.

Elevação do custo do trabalho

Segundo cálculos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a redução da jornada proposta pela PEC 8/25 pode elevar o custo do trabalho em, pelo menos, 37,5%. De acordo com o levantamento, a nova regra poderia atingir cerca de dois terços dos trabalhadores formais do país. Dados mais recentes da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) mostram que, em 2023, 63% dos vínculos empregatícios estavam concentrados em jornadas entre 41 e 44 horas semanais.

Alguns setores seriam mais afetados, especialmente aqueles em que a mão de obra humana é fundamental, entre eles:

  • agricultura, em que 92% dos profissionais atuam nesse regime de jornada; 
  • construção civil (91%);
  • varejo (89%).

A federação estima que a redução de 44 para 36 horas poderia elevar a folha de pagamento em pelo menos 18%, podendo alcançar 27% em alguns cenários. O efeito tende a ser mais severo para os pequenos empregadores, responsáveis por cerca de 60% dos empregos formais, especialmente se houver necessidade de contratar um ou dois trabalhadores adicionais para manter o nível de produção.

O economista e pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Sillas Souza, alerta que a proposta pode ter efeito contrário ao esperado, levando parte dos trabalhadores a buscar outros empregos durante os dias de folga, além de pressionar os salários para baixo. 

“Primeiro: para os que conseguirem [outro emprego], teremos o efeito oposto da proposta, pois ao invés de 36 horas semanais, serão agora 72. Menos ócio, portanto, equivalerá a uma menor produtividade. Segundo: mais gente ofertando emprego quer dizer mais concorrência pelas vagas, o que motivará os empresários a diminuírem os salários médios. Temos uma situação potencial na qual muita gente trabalhará o dobro para ganhar um pouco mais do que ganhava antes”, explica.

Produtividade em foco

Na avaliação da CACB, países desenvolvidos, como a Alemanha, adotam jornadas menores porque contam com elevada produtividade — realidade ainda distante no Brasil. Enquanto um trabalhador brasileiro leva, em média, uma hora para produzir o que um norte-americano faz em 15 minutos, fatores como educação, infraestrutura e tecnologia ainda freiam avanços na produtividade.

“Nesse cenário, até mesmo as grandes empresas terão dificuldades em incorporar uma escala de 4×3, que prevê uma redução de 27% na jornada de trabalho. Os principais parceiros comerciais do Brasil, EUA e China, possuem jornadas de trabalho maiores do que a proposta, de modo que, se aprovada, o Brasil perderia competitividade no mercado internacional”, argumenta a CACB.

Para a entidade, o momento é de investir prioritariamente em educação, qualificação profissional, infraestrutura e acesso à tecnologia, criando condições para elevar a produtividade e fortalecer o ambiente de negócios, antes de avançar em uma redução generalizada da jornada de trabalho.

VEJA MAIS:

  • Reajuste do mínimo em 2026 custará R$ 4,28 bilhões aos municípios
  • Piso da enfermagem: estados e municípios partilharam mais de R$ 815,1 milhões, em dezembro

Pixel Brasil 61

Share this Article
Facebook Twitter Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Previous Article SGB lança estudo com dados sobre recursos minerais para construção SGB lança estudo com dados sobre recursos minerais para construção
Next Article Em 2025, Programa Computadores para Inclusão cria 50 novos laboratórios de informática em SP Em 2025, Programa Computadores para Inclusão cria 50 novos laboratórios de informática em SP

Anúncios

Política

TSE aprova pedidos de força federal para garantir votação em 2026
TSE aprova pedidos de força federal para garantir votação em 2026
Política
Meta apresenta plano de conformidade para as Eleições 2026
Meta apresenta plano de conformidade para as Eleições 2026
Política
Novo Marco para Seguro Rural Aprova Projeto no Senado
Novo Marco para Seguro Rural Aprova Projeto no Senado
Política
Eleições 2026: Lula lidera Nordeste, Bolsonaro domina Sul, Sudeste em equilíbrio (terça-feira (8))
Eleições 2026: Lula lidera Nordeste, Bolsonaro domina Sul, Sudeste em equilíbrio (terça-feira (8))
Política
Manifestações de direita e esquerda marcam 7 de Setembro em todo o Brasil (segunda-feira (7))
Manifestações de direita e esquerda marcam 7 de Setembro em todo o Brasil (segunda-feira (7))
Política

Recentes

Oportunidades de exportação para micro e pequenas empresas no novo acordo Mercosul‑UE (3 de setembro)
Oportunidades de exportação para micro e pequenas empresas no novo acordo Mercosul‑UE (3 de setembro)
Economia
Preços de café, açúcar e milho subem na capital paulista (quinta-feira (10))
Preços de café, açúcar e milho subem na capital paulista (quinta-feira (10))
Economia
Preços do Boi Gordo e Frango sobem em São Paulo – (10/09/2026)
Preços do Boi Gordo e Frango sobem em São Paulo – (10/09/2026)
Economia
TSE aprova pedidos de força federal para garantir votação em 2026
TSE aprova pedidos de força federal para garantir votação em 2026
Política
ANM abre consulta pública sobre segurança de pilhas de mineração
ANM abre consulta pública sobre segurança de pilhas de mineração
Economia

© 2016 O Divergente - Notícias entretenimento e atualidades do Brasil e do Mundo- Todos os direitos reservados

Removed from reading list

Undo
Bem vindo de volta!

Entre na sua conta

Lost your password?