Na terça-feira (13), a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) organizou o Encontro do Associativismo em São Paulo, reunindo 40 representantes de federações e associações comerciais de 17 estados. O objetivo do evento foi apresentar as demandas do empresariado nacional ao debate presidencial do segundo turno, contando com a presença do senador e candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro.
Debate sobre desburocratização e produtividade
Flávio Bolsonaro destacou a importância do associativismo para enfrentar os desafios econômicos do país. Em sua fala, ele defendeu a desburocratização, o incentivo aos empreendedores e às micro e pequenas empresas, o aumento da produtividade e a redução da estrutura estatal. “O centro do meu governo vai ser o cidadão e a cidadã brasileira. Eu vou investir neles, e eu aposto na economia da produtividade. Vou precisar de todas as federações aqui para investir na qualificação dos brasileiros”, afirmou o candidato.
O senador também anunciou planos de “tesouraço” em impostos e na burocracia. “Vamos fazer tesouraço em impostos, sim! Vamos fazer tesouraço nessa burocracia: no primeiro dia já está pronto o decreto para revogar mais de mil atos normativos desse governo que só criaram burocracia e serviram para achacar os empreendedores deste país”, acrescentou.
Programa de apoio a micro e pequenas empresas
Durante o encontro, Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP), ressaltou a participação das entidades empresariais e a união das associações comerciais. Ele citou um programa elaborado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em parceria com o Instituto de Economia e a Fundação Internacional para a Liberdade, voltado a micro e pequenos empreendedores. Entre as pautas defendidas estão a implantação do voto distrital, a defesa do Simples Nacional e a responsabilidade fiscal.
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“Grande parte da nossa rede está aqui representada, mas junto conosco estão várias entidades empresariais depositando confiança que as mudanças virão. Fizemos um programa, um projeto do Brasil de amanhã. Um programa para que se possa examinar as pautas prioritárias dos empreendedores deste Brasil, dos micro e pequenos empreendedores que nós representamos”, declarou Cotait.
Reação das federações regionais
O presidente da Associação Comercial do Pará, Izan Anijar, enfatizou as dificuldades enfrentadas pelo setor produtivo nos últimos anos, citando a carga tributária excessiva e a possibilidade de implementação do split payment a partir de janeiro. “O setor produtivo tem sofrido demais com tudo o que está acontecendo nos últimos três, quatro anos. A excessiva carga tributária, a possibilidade da colocação, a partir de janeiro, do split payment”, afirmou.
Márcio Bragança, presidente da Associação Comercial e Industrial do Amapá, ressaltou a importância de mobilizar o setor produtivo para apresentar suas demandas aos candidatos. “Achei a importância muito grande para o nosso Brasil, até porque para mostrar nossos interesses perante a agricultura, a indústria, serviços, e verificar qual é a proposta dele para nós, que somos da área empresarial”, destacou.
Já Maurício Cabral, presidente da Associação Comercial e Industrial de Campos (RJ), enfatizou a necessidade de investimentos em logística, modais de transporte e reforma tributária. “A importância de estarmos representados é mostrar a força do empresariado nessa pauta tão importante, neste momento em que se está pleiteando a presidência deste país”, disse.
Célio Bernardi, presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis, destacou a união do associativismo como instrumento de transformação e a necessidade de simplificação tributária e trabalhista. “Mostra o fortalecimento da nossa classe empresarial, união do associativismo como ferramenta de transformação. E, um momento como este nos dá a oportunidade de, unidos, mostrar o norte e a direção que nós queremos para o nosso país”, concluiu.
José Carlos Barbieri, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (PR), enfatizou a importância da participação ativa da sociedade nas discussões sobre o futuro do país. “Nós estamos num momento extremamente importante do Brasil, que é o momento de termos uma ação de cidadão,
