Convênio de R$ 7,103 milhões
Na quarta-feira (16), em Brasília, os presidentes da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, ApexBrasil, Laudemir Muller, e da Confederação Nacional da Indústria, CNI, Ricardo Alban, assinaram um novo acordo de cooperação. O pacto, com duração de 12 meses, destina R$ 7,103 milhões para levar cerca de 400 empresas brasileiras a mercados na América Latina, Caribe, Europa, Ásia e África.
O valor será dividido igualmente entre as duas entidades, cada uma investindo R$ 3,551 milhões. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, participou da cerimônia e também firmou um Acordo de Cooperação Técnica com a CNI para ampliar a competitividade internacional das empresas nacionais.
Contexto de diversificação
O convênio surge em um momento de busca por novos destinos para as exportações brasileiras, integrando o Plano de Diversificação de Exportações. A parceria combina a atuação da ApexBrasil em promoção comercial e inteligência de mercado com a estrutura da Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), presente nas federações das indústrias dos 26 estados e do Distrito Federal.
Laudemir Muller ressaltou que a iniciativa também visa apoiar empresas afetadas pelas medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos, prometendo R$ 7 milhões para atender de 400 a 500 empresas em missões internacionais e na busca por compradores em mercados alternativos.
- Publicidade -
Ações em diferentes mercados
Muller enfatizou que a parceria deve aproximar as empresas brasileiras das oportunidades identificadas no exterior, destacando a missão da ApexBrasil de promover o melhor do Brasil no cenário internacional e diversificar a pauta exportadora.
Ricardo Alban destacou que a estratégia vai além de aumentar as vendas externas, buscando produtos e serviços de maior valor agregado, como inteligência tecnológica, bioeconomia e sustentabilidade, consolidando o protagonismo nacional nas vitrines mais exigentes do mercado mundial.
O presidente da CNI também enfatizou a necessidade de considerar as cadeias produtivas de forma integrada, agregando valor, promovendo complementaridade entre parceiros e buscando ganhos mútuos. A estratégia reunirá instrumentos do governo federal, da ApexBrasil, da CNI, das federações das indústrias e de entidades como SESI, SENAI e IEL.
Para o ministro Márcio Elias Rosa, a aproximação entre governo e setor produtivo é essencial diante de um ambiente internacional com maior concorrência e adoção de medidas comerciais unilaterais.
Quatro frentes
O convênio prevê atividades em quatro áreas: aproveitamento de acordos comerciais e diversificação de parceiros; bioeconomia e indústria sustentável; indústria do futuro e transformação digital; e mulheres na indústria.
Ao todo, estão previstas cinco ações comerciais e três prospectivas, incluindo missões para mercados da Ásia, África, América Latina, Caribe e Europa, participação na feira Hannover, na Alemanha, com foco em produtos amazônicos, além de iniciativas de comércio eletrônico e geração de negócios para empresas lideradas por mulheres.
Histórico da cooperação
A parceria entre ApexBrasil e CNI teve início em 2008. Desde então, foram realizadas 200 ações, beneficiando 7.039 empresas e gerando expectativa acumulada de US$ 2,686 bilhões em negócios.
Entre 2024 e 2026, 847 empresas participaram das iniciativas, superando a meta de 760 companhias, com expectativa de negócios de US$ 208 milhões. Empresas lideradas por mulheres representaram cerca de 40 % da base ativa no período.
