Em 2025, a produção mineral brasileira atingiu R$ 298,8 bilhões, refletindo um crescimento de 10,3% em relação a 2024, segundo dados divulgados pela ANM (Agência Nacional de Mineração). Esse volume gerou CFEM no total de R$ 7,91 bilhões e criou cerca de 229 mil empregos diretos.
O minério de ferro permaneceu como o maior protagonista do setor, representando R$ 152,2 bilhões, ou 52,6% do total, apesar de um leve declínio de 2,2% no faturamento. Ele também dominou as exportações, correspondendo a 63,3% do valor total, com US$ 28,9 bilhões enviados ao exterior. O país enviou 416 milhões de toneladas, ultrapassando pela primeira vez a marca de 400 Mt. A China continua sendo o principal destino, absorvendo 67% do valor exportado (US$ 19,5 bilhões). A Índia retomou a importação de minério brasileiro em 2025, somando US$ 440 milhões, impulsionada pela expansão de sua indústria siderúrgica.
O segundo maior produto foi o ouro, que registrou R$ 39 bilhões em faturamento, um aumento expressivo de 65%, alimentado pela alta cotação do metal como “ativo de proteção” global. O cobre, com R$ 30 bilhões, ocupou a terceira posição, crescendo 50% graças tanto ao aumento da produção quanto à valorização do preço, impulsionada pela demanda de veículos elétricos e pela transição energética.
Outros minerais que se destacaram incluem bauxita, níquel, nióbio – no qual o Brasil mantém a liderança mundial – grafite, fosfato e calcário.
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Em termos regionais, a produção mineral em valor permanece concentrada em Minas Gerais, que liderou com 40% do faturamento, seguido pelo Pará (34%) e Bahia (4%).
Participação das 200 Maiores
As 200 maiores empresas de mineração, listadas no Ranking Brasil Mineral, foram responsáveis por aproximadamente 87% do valor da produção mineral em 2025, somando R$ 261,9 bilhões. Elas também capturaram 93,3% da arrecadação de CFEM, totalizando R$ 7,4 bilhões. Os produtores de minério de ferro lideraram o ranking com 52,5% do valor da PMB, aportando R$ 157,1 bilhões. Em segundo lugar, os produtores de ouro geraram R$ 35,0 bilhões (11,7%); em terceiro, os de cobre, R$ 30,1 bilhões (10,01%). Entre os demais, destacam-se os de calcário (R$ 5,83 bilhões, 1,80%), bauxita (R$ 6,15 bilhões, 2,06%), fertilizantes (R$ 3,92 bilhões, 1,31%) e agregados (R$ 3,17 bilhões, 1,06%).
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Em síntese, 2025 foi um ano de forte desempenho para a mineração brasileira, consolidando a posição do país como um dos principais players globais, especialmente no minério de ferro, enquanto o ouro e o cobre demonstram resiliência em cenários de volatilidade econômica e transição energética.
