Diálogo pelo Futuro do Brasil reúne pré‑candidatos em Brasília
Na terça‑feira, 18 de maio, a capital federal foi palco de um encontro que reuniu representantes dos setores de comércio e serviços com os pré‑candidatos à Presidência da República. O evento, intitulado Diálogo pelo Futuro do Brasil, foi promovido pela União Nacional das Entidades do Comércio e Serviços (UNECS) e contou com a presença de Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Alfredo Gaspar (PL) e Ronaldo Caiado (PSD).
O objetivo do encontro foi apresentar propostas que visam reduzir o Custo Brasil, fortalecer o empreendedorismo, modernizar o ambiente regulatório, gerar empregos e estimular investimentos. Segundo Leonardo Miguel Severini, presidente da UNECS, o comércio e os serviços representam quase 70% do PIB brasileiro, e a organização busca alinhar as demandas do setor às plataformas políticas dos candidatos.
Durante as sessões individuais, os participantes discutiram temas como liberdade econômica, segurança jurídica e isonomia regulatória. Alfredo Cotait Neto, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e da Federação das Associações Comerciais de SP (FACESP), destacou a importância da reforma administrativa como prioridade para o próximo mandato, apontando que a continuidade da expansão de despesas públicas pode comprometer a saúde fiscal do país.
Em resposta às perguntas sobre como ampliar investimentos e reduzir o custo do crédito, Renan Santos enfatizou a necessidade de maior concorrência no sistema financeiro, segurança jurídica nas operações de crédito e uma política fiscal que reduza os juros. Ele argumentou que a combinação de crédito caro e falta de previsibilidade limita o planejamento de longo prazo das empresas de comércio e serviços.
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Entidades regionais também tiveram voz no debate. A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) apresentou a plataforma Voz Única, que consolida demandas de diversos setores produtivos do estado. Elson Otto, presidente da Facisc, ressaltou que a iniciativa reúne contribuições de 12 regionais e visa influenciar as propostas dos candidatos em áreas como infraestrutura, saúde, educação, segurança pública, habitação e eficiência na gestão pública.
O debate também abordou questões emergentes, como a aceleração da informação e seu impacto na saúde emocional dos empresários. Augusto Cury defendeu a criação de um “pacto emocional” para resgatar relações humanas frente às pressões do mercado, enquanto Ronaldo Caiado alertou sobre os efeitos negativos das apostas online na renda familiar e propôs medidas de restrição e fiscalização para combater a lavagem de dinheiro e a ilegalidade no setor.
Na esfera tributária, Alfredo Gaspar, que representa Flávio Bolsonaro, destacou a urgência de revisar a reforma tributária, criticando a proposta de 28% de IVA e defendendo a redução de gastos públicos desnecessários. Ele enfatizou que o setor de comércio e serviços não pode sustentar um estado “tão pesado” sem medidas concretas de simplificação e eficiência.
Em suma, o Diálogo pelo Futuro do Brasil funcionou como um fórum de alinhamento entre o setor produtivo e os potenciais governantes, oferecendo um conjunto de propostas que, se incorporadas ao programa de governo, poderiam impulsionar a competitividade, reduzir custos e fomentar o crescimento econômico no país.
