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Economia

Inflação volta a ficar dentro da meta do BC, mas juros não devem cair imediatamente (11)

Last updated: 2026/08/12 at 8:03 AM
O Divergente / Brasil Importador Published agosto 12, 2026
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Inflação volta a ficar dentro da meta do BC, mas juros não devem cair imediatamente (11)
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Inflação volta a ficar dentro da meta do BC, mas juros não devem cair imediatamente

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,07% em julho e acumula alta de 4,44% em 12 meses, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, a inflação brasileira voltou a ficar dentro do intervalo de tolerância da meta do Banco Central (BC), que é de 3%, com limite superior de 4,5%. No entanto, o BC não está comprometido em reduzir a taxa básica de juros (Selic) em breve.

A meta de inflação é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Com o resultado de julho, a inflação acumulada em 12 meses voltou a ficar abaixo do limite superior de tolerância de 4,5%. O IPCA avançou 0,07% em julho, enquanto a Selic está em 14% ao ano.

O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, no quarto corte consecutivo da taxa básica de juros. No entanto, o BC evitou antecipar qual será a decisão nas próximas reuniões. O colegiado avalia que o atual ambiente exige cautela diante das incertezas e dos riscos para a trajetória dos preços.

A desaceleração do IPCA melhora o cenário para a política monetária, mas a decisão sobre os juros considera não apenas a inflação observada no presente, como também as expectativas para os próximos meses e anos. O BC ainda identifica fatores de pressão, como a desancoragem das expectativas de inflação, a resistência da inflação de serviços, as condições da atividade econômica e os riscos relacionados ao cenário fiscal e internacional.

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A autoridade monetária também avalia que a demanda continua exercendo pressão sobre os preços e considera necessário manter a política monetária em terreno contracionista para assegurar a convergência da inflação para a meta. As próprias projeções do BC ajudam a explicar a cautela. Para o fim de 2026, a estimativa é de inflação de 5,1%, acima tanto da meta de 3% quanto do limite superior de tolerância de 4,5%.

Esse cenário mantém aberta a possibilidade de continuidade do ciclo de redução da Selic, mas sem compromisso antecipado com novos cortes ou com a intensidade das próximas decisões. A queda da inflação acumulada representa um sinal de menor pressão sobre os preços, mas isso não significa necessariamente que produtos e serviços ficaram mais baratos. Uma inflação menor indica, de forma geral, que os preços estão subindo em ritmo mais lento.

Os juros, por outro lado, influenciam diretamente o custo do crédito na economia. A Selic serve como referência para outras taxas e seus movimentos podem chegar, em diferentes intensidades e prazos, aos empréstimos e financiamentos oferecidos a consumidores e empresas. Quando os juros permanecem elevados, o crédito tende a ficar mais caro, o que pode reduzir o consumo e os investimentos e, consequentemente, ajudar a conter a inflação.

Por isso, mesmo com a inflação novamente abaixo do teto da meta, o BC sinaliza que pretende acompanhar os próximos indicadores antes de definir a velocidade e a extensão do atual ciclo de redução dos juros.

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