Brasil supera expectativas com distribuição de royalties
Em um movimento positivo para a economia brasileira, o país distribuiu R$ 36,5 bilhões em royalties de petróleo e gás natural no primeiro semestre de 2026. Este valor superou em 35% as projeções feitas no início do ano, graças à alta do preço internacional do petróleo, que foi impulsionado pelas tensões geopolíticas globais.
Segundo o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), a valorização do barril do tipo Brent gerou um repasse adicional de R$ 9,6 bilhões em receitas, sendo R$ 3 bilhões destinados à União e R$ 6,6 bilhões distribuídos entre estados e municípios. Os estados receberam R$ 2,7 bilhões, enquanto os municípios ficaram com R$ 3,9 bilhões.
O IBP destacou que os dados mostram que o modelo de partilha do setor já captura com eficiência os ciclos de alta de preços do mercado internacional. No entanto, a entidade considera que a decisão do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) de manter a cobrança de 12% do Imposto de Exportação por via administrativa é redundante e prejudicial à competitividade do país.
O presidente do IBP, Roberto Ardenghy, explicou que a arrecadação pública do país com o petróleo já cresce de forma natural quando os preços internacionais sobem ou quando a produção avança. Ele avaliou que criar uma nova camada de tributação sobre as vendas externas apenas sobrepõe encargos, deteriora o ambiente de negócios e afasta os investimentos de longo prazo.
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Impacto nas exportações
Segundo o estudo do IBP, o volume brasileiro de embarques de óleo cru caiu 28,3% em maio em relação a abril, retraindo de 62,8 milhões para 45 milhões de barris, acompanhado por uma redução de 23,3% na receita. Embora o mês de junho tenha registrado recuperação de 46% (65,7 milhões de barris), o baque de maio confirma o risco de perda de dinamismo e competitividade do produto brasileiro perante outras fronteiras globais de produção.
A análise técnica indica que a queda situacional foi motivada pela necessidade de as petroleiras gerirem estoques, reformularem planejamentos logísticos e financeiros e se reorganizarem frente à nova realidade tributária.
Com a distribuição de royalties superando as expectativas e o impacto nas exportações, é fundamental que o governo e as autoridades econômicas tomem medidas para garantir a competitividade do país e atrair investimentos de longo prazo. A redução da carga tributária e a simplificação do processo de exportação podem ser medidas importantes para alcançar esse objetivo.
