Preparativos para o Mundial Feminino
A Copa do Mundo Feminina de 2027 está a menos de um ano e as autoridades brasileiras estão trabalhando arduamente para garantir que o evento seja um sucesso. O Fórum Internacional de Turismo para Mulheres, realizado em João Pessoa (PB), reuniu especialistas e autoridades para discutir a preparação do Brasil para receber o Mundial e os desafios relacionados à igualdade de gênero e aos direitos humanos.
Juliana Agatte, secretária extraordinária da Copa do Mundo Feminina de 2027, afirmou que os preparativos para o Mundial já estão sendo pensados para além da realização dos jogos, com foco na construção de políticas e protocolos que possam permanecer após a competição. “Não estamos falando apenas dos 50 dias da competição. Queremos que as medidas construídas para a Copa permaneçam como legado para as mulheres dentro e fora dos estádios, ampliando o acesso, a segurança e a participação feminina nesses espaços”, destacou.
A secretária também apontou a segurança como uma das prioridades do planejamento do evento. “Da mesma forma, a segurança deve ocupar lugar central. Temos dialogado com todas as forças envolvidas para assegurar um olhar diferenciado para as mulheres, com protocolos específicos dentro dos estádios e medidas que garantam ambientes seguros dentro e fora deles”, afirmou.
Oportunidades para as mulheres
A realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 pode ser uma oportunidade para ampliar direitos e oportunidades para as mulheres. Gallianne Palayret, representante da ONU Mulheres no Brasil, afirmou que o evento pode acelerar iniciativas voltadas à autonomia econômica e à ampliação de oportunidades para as mulheres em diferentes áreas. “Estamos falando de ampliar o acesso a crédito, capacitação e mercados, fortalecer negócios liderados por mulheres, valorizar o artesanato, a gastronomia, o turismo comunitário e criar ambientes mais seguros para turistas e trabalhadoras”, disse.
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Alicia Klein, jornalista, destacou que a forma como o torneio será comunicado terá influência direta sobre o legado deixado pela competição. “A Copa tem o poder de mobilizar pessoas muito além de quem acompanha futebol. É um evento esportivo, cultural e turístico. Quanto mais tratarmos o futebol feminino com a relevância que ele merece, maior será sua capacidade de inspirar meninas, criar referências para os meninos e ampliar o espaço das mulheres dentro e fora dos estádios”, afirmou.
Legado para o Brasil
Ao final da conversa, as participantes foram convidadas a apontar qual legado gostariam que a Copa deixasse para o país. Nesse caso, houve convergência em torno da necessidade de ampliar oportunidades para as mulheres como atletas, profissionais, empreendedoras, turistas e lideranças. Juliana Agatte defendeu que o torneio gere resultados concretos em áreas como turismo, geração de renda, segurança e ocupação de espaços de poder. Gallianne Palayret, por sua vez, destacou a importância de ampliar horizontes para meninas e mulheres e consolidar o futebol feminino como uma paixão nacional. Já Alicia Klein afirmou que o principal legado será superar a ideia de que o futebol é um território masculino.
A Copa do Mundo Feminina de 2027 é uma oportunidade para o Brasil mostrar sua capacidade de organização e de inclusão. É uma chance de ampliar direitos e oportunidades para as mulheres e de criar um legado que possa ser sentido por gerações futuras. É hora de mostrar que o futebol não é apenas um esporte, mas uma ferramenta para construir uma sociedade mais justa e igualitária.
