SRAG: um problema de saúde pública em crescimento
Os números não mentem: a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) está se espalhando por todo o Brasil, afetando não apenas as faixas etárias mais vulneráveis, mas também todas as idades. O mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), revela que o número de casos de SRAG continua a crescer, especialmente em relação ao vírus sincicial respiratório (VSR) e à influenza A.
Os dados são alarmantes: os estados da Região Sudeste e Sul estão liderando o ranking de casos de SRAG associados ao VSR, enquanto o Nordeste, incluindo Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe, também está afetado. Além disso, o crescimento também foi identificado em estados do Norte, como Pará e Amapá, e em Mato Grosso do Sul.
No entanto, é importante notar que os casos de SRAG associados à influenza A continuam a avançar em toda a Região Sul, além de São Paulo e Espírito Santo, no Sudeste, e Roraima e Tocantins, no Norte. Em Minas Gerais e na Paraíba, embora haja indícios de desaceleração e queda, os números seguem elevados.
Vacinação e cuidados
A vacinação é uma das ferramentas mais eficazes para prevenir a SRAG. A pesquisadora do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, reforça a importância da vacinação neste período de maior circulação de vírus respiratórios. Segundo ela, as vacinas contra influenza e VSR ajudam a reduzir o risco de agravamento da doença e de mortes.
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Além da imunização, a pesquisadora recomenda medidas de prevenção, como cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, evitar compartilhar objetos de uso pessoal, lavar as mãos com frequência, usar máscara em caso de sintomas respiratórios e evitar contato próximo com outras pessoas ao apresentar sinais de gripe ou resfriado.
Capitais em alerta
O InfoGripe aponta que 17 capitais brasileiras apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com tendência de crescimento de longo prazo. Entre elas estão Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Macapá (AP), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA) e Teresina (PI).
Prevalência dos vírus
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte: 22,4% de influenza A, 4,7% de influenza B, 47,6% de VSR, 23,9% de rinovírus e 2,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi: 51,2% de influenza A, 7,2% de influenza B, 13,4% de VSR, 17,2% de rinovírus e 9,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
É importante lembrar que a SRAG é uma doença grave que pode levar à morte, especialmente em pessoas mais vulneráveis. Portanto, é fundamental tomar medidas de prevenção e vacinar-se contra influenza e VSR.
