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Economia

Ministro da Agricultura destaca importância da relação bilateral Brasil-China no setor agropecuário (17/04)

Last updated: 2026/05/19 at 8:27 AM
O Divergente / Brasil Importador Published maio 19, 2026
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Ministro da Agricultura destaca importância da relação bilateral Brasil-China no setor agropecuário (17/04)
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Ministro da Agricultura destaca importância da relação bilateral Brasil-China no setor agropecuário

O ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, André de Paula, participou recentemente de uma missão a Xangai, na China, para fortalecer as relações bilaterais no setor agropecuário. Durante o seminário Brasil-China de Agronegócio, o ministro destacou a importância estratégica da relação entre os dois países e o trabalho conduzido para ampliar o acesso de produtos brasileiros ao mercado chinês.

Segundo André de Paula, os últimos anos têm sido marcados por uma intensificação do diálogo com a Administração-Geral de Aduanas da China, com o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais e com as demais autoridades chinesas. Esses esforços têm permitido a abertura de novos mercados e o aperfeiçoamento dos protocolos sanitários e fitossanitários que regem o comércio bilateral.

O seminário Brasil-China de Agronegócio teve como objetivo debater oportunidades de negócios, cooperação comercial e ampliação do intercâmbio agropecuário entre os dois países. Além disso, o evento também visou aproximar importadores chineses e empresários brasileiros, fortalecendo o diálogo e criando novas oportunidades de negócios.

Luis Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, enfatizou os diferenciais da agropecuária brasileira no mercado internacional. “O Brasil reúne atributos fundamentais para atender à demanda global: qualidade, quantidade, sanidade, sustentabilidade, competitividade e estabilidade de fornecimento. Ou seja, é uma parceria que tem tudo para ser uma relação em que ganha o Brasil, ganha a China”, afirmou.

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O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir Muller, destacou o avanço da relação comercial entre Brasil e China nas últimas duas décadas. Segundo ele, “o fluxo bilateral passou de cerca de US$ 8 bilhões, em 2003, para aproximadamente US$ 170 bilhões no último ano”. O dirigente também ressaltou o crescimento das exportações brasileiras de proteínas animais para o mercado chinês, que saíram de menos de 100 mil toneladas para cerca de 1,7 milhão de toneladas no período.

O embaixador do Brasil na China, Mauro Galvão, ressaltou a preparação das empresas brasileiras participantes e a importância da aproximação entre os setores produtivos dos dois países. “Estão aqui empresas selecionadas pelo Mapa e pela CNA para dialogar com compradores que conhecem o mercado, entendem o consumidor e têm capacidade de ampliar canais de distribuição e posicionamento dos produtos brasileiros”, afirmou.

A diretora do Departamento de Promoção do Agronegócio do Mapa, Ângela Perez, afirmou que o fortalecimento da relação agroalimentar entre os dois países passa pela diversificação da pauta exportadora e pela construção de parcerias de longo prazo. “Este evento foi concebido para aproximar empresas, gerar confiança e abrir novas oportunidades. O Ministério da Agricultura e Pecuária seguirá atuando para fortalecer esse ambiente de cooperação, diálogo e desenvolvimento conjunto”, destacou.

Participaram do seminário empresas brasileiras dos segmentos de produtos apícolas, água de coco, café, açaí, nozes e castanhas, chocolates, geleias e polpas de frutas, evidenciando o potencial de agregação de valor e diversificação da pauta exportadora nacional.

Entre 2023 e 2026, foram abertos 12 novos mercados na China para produtos agropecuários brasileiros, incluindo carne de aves e derivados, DDG de milho (dry distillers grains), farelo de amendoim, farinhas e óleos de origem animal e de pescado, gergelim, noz-pecã, pescado, sorgo e uvas. O avanço reflete o fortalecimento das negociações sanitárias e fitossanitárias conduzidas entre os dois países.

Em 2025, as exportações do agronegócio brasileiro para a China alcançaram US$ 55,22 bilhões, mantendo o país asiático como principal destino dos produtos do setor. O complexo soja liderou a pauta exportadora, com US$ 34,61 bilhões, o equivalente a mais de 62% do total embarcado. Também se destacaram carnes (US$ 9,82 bilhões), produtos florestais (US$ 5,06 bilhões), complexo sucroalcooleiro (US$ 1,90 bilhão) e fibras e produtos têxteis (US$ 872 milhões).

No mesmo período, o Brasil importou US$ 1,59 bilhão em produtos agropecuários da China, com destaque para produtos florestais (US$ 501 milhões), fibras e têxteis (US$ 285 milhões), produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos (US$ 169 milhões), demais produtos de origem vegetal (US$ 161 milhões) e rações para animais (US$ 116 milhões).

Considerando todos os setores da economia, o comércio bilateral entre Brasil e China atingiu US$ 170,9 bilhões em 2025. A China respondeu por 28,7% das exportações brasileiras e por 42,6% do superávit comercial do país. A pauta exportadora brasileira para o mercado chinês segue concentrada em commodities, com destaque para soja, petróleo bruto e minério de ferro.

A relação bilateral entre Brasil e China no setor agropecuário é fundamental para o desenvolvimento econômico de ambos os países. A diversificação da pauta exportadora e a construção de parcerias de longo prazo são essenciais para fortalecer essa relação e ampliar as oportunidades de negócios entre os dois países.

É importante destacar que a China é o principal parceiro comercial do Brasil e que o comércio bilateral entre os dois países é fundamental para o desenvolvimento econômico de ambos os países. A diversificação da pauta exportadora e a construção de parcerias de longo prazo são essenciais para fortalecer essa relação e ampliar as oportunidades de negócios entre os dois países.

Portanto, é fundamental que os governos e as empresas de ambos os países continuem a trabalhar juntos para fortalecer a relação bilateral e ampliar as oportunidades de negócios entre os dois países.

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