Introdução
No dia 25 de outubro, milhões de brasileiros se dirigirão às urnas para decidir quem será o próximo presidente da República. A disputa coloca o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL) com o número 22, contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT) e candidato com o número 13. Além da eleição presidencial, seis estados – Acre, Amazonas, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Tocantins – também realizarão a votação para governador, em que os eleitores votarão primeiro no cargo estadual e depois na presidência.
Desenvolvimento
Os candidatos à governadoria são: Acre – Mailza Assis (PP-11) contra Alan Rick (Republicanos-10); Amazonas – Omar Aziz (PSD-55) contra Maria do Carmo (PL-22); Distrito Federal – Celina Leão (PP-11) contra Leandro Grass (PT-13); Rio Grande do Norte – Allyson (União-44) contra Cadu de Lula (PT-13); Espírito Santo – Lorenzo Pazolini (Republicanos-10) contra Ricardo Ferraço (MDB-15); e Tocantins – Professora Dorinha (União-44) contra Vicentinho Júnior (PSDB-45).
O horário de votação será das 8h às 17h, no horário de Brasília, mesmo em municípios que seguem fusos diferentes. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alerta que 4.352 seções tiveram alterações de local até 16 de outubro, representando 0,87% do total e podendo afetar cerca de 590 mil eleitores. Motivos incluem reformas, danos por chuvas e ventos e necessidade de adequações de acessibilidade. A consulta ao local pode ser feita gratuitamente pelo aplicativo e‑Título, pelo Autoatendimento Eleitoral ou pelo ChatVote.
Segundo o TSE, 158.745.463 eleitores estão aptos a votar no segundo turno presidencial, enquanto 12.502.051 pessoas podem participar das votações estaduais em seis unidades federativas. A presença no primeiro turno não impede o voto no segundo, desde que o título não esteja cancelado ou suspenso; porém, a ausência na primeira etapa ainda requer justificativa ou pagamento de multa. Em 2026, 33.468.233 eleitores não compareceram ao primeiro turno, cerca de 21% do eleitorado apto. O prazo para justificar a ausência no primeiro turno termina em 3 de dezembro de 2026, e para o segundo turno, em 8 de janeiro de 2027.
- Publicidade -
Embora 89% dos eleitores tenham biometria cadastrada, o registro não é obrigatório. Se a digital não for reconhecida, o eleitor pode usar um documento oficial de identificação com foto. A Justiça Eleitoral recomenda que os eleitores levem a “colinha eleitoral”, anotação em papel com os números dos candidatos, pois o uso de celulares na cabine é proibido.
Conclusão
A eleição de 2026 representa um dos momentos mais críticos da política brasileira, com disputas que podem redefinir o rumo do país. A alta taxa de ausência no primeiro turno destaca a necessidade de campanhas de conscientização sobre a importância do voto. Além disso, as mudanças frequentes nas seções eleitorais e a dependência de tecnologias como biometria exigem que os eleitores estejam bem informados e preparados. O futuro do Brasil, portanto, ficará nas mãos daqueles que comparecerem às urnas e exercerem seu direito de forma consciente e responsável.
