Posição no repasse estadual
No segundo decêndio de outubro de 2026, a capital piauiense recebeu cerca de R$ 12,2 milhões, recurso que integra as transferências da União aos municípios brasileiros e que passa a compor o caixa da administração municipal neste mês. Entre os 224 municípios do Piauí que recebem o fundo, Teresina ocupa o primeiro lugar, refletindo a influência do critério populacional na distribuição dos recursos.
Volume transferido no período
Somando todos os créditos já efetuados em outubro, o município acumula aproximadamente R$ 41,6 milhões em transferências do fundo. No intervalo dos últimos doze meses, encerrado na data deste crédito, o total alcança cerca de R$ 1,14 bilhão.
Em comparação anual, o acumulado de 2026 até a data do repasse é de aproximadamente R$ 893 milhões, frente a cerca de R$ 813 milhões no mesmo intervalo de 2025, representando uma variação de 9,85%.
Como funciona o FPM
Os recursos do FPM são formados por parcelas do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) arrecadados pela União. A divisão entre os municípios segue coeficientes definidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU), calculados com base na população de cada cidade. Os créditos são feitos em três decêndios por mês, por volta dos dias 10, 20 e 30 — este é o segundo repasse de outubro.
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Quando a data prevista para o depósito cai em fim de semana ou feriado, o crédito é antecipado para o dia útil anterior, o que pode alterar o calendário efetivo de cada decêndio.
Análise e impacto
O repasse de R$ 12,2 milhões representa mais de 30% da arrecadação mensal de Teresina, reforçando o caixa da prefeitura e possibilitando a continuidade de programas sociais, investimentos em infraestrutura e pagamento de dívidas. A posição de liderança no ranking estadual destaca a importância da capital como polo de desenvolvimento no Piauí.
Contudo, a dependência de recursos federais exige planejamento fiscal cuidadoso. O repasse mensal, embora significativo, deve ser complementado por receitas próprias para garantir a sustentabilidade das contas públicas, especialmente diante de eventuais oscilações no volume de recursos federais.
Em síntese, o repasse do FPM fortalece a capacidade administrativa de Teresina, mas também ressalta a necessidade de diversificação da receita municipal e de gestão prudente para assegurar a continuidade dos serviços públicos e o equilíbrio financeiro a longo prazo.
