Mercado de grãos no Paraná e no Rio Grande do Sul apresenta oscilações distintas
Na manhã de 20 de outubro de 2026, os preços dos grãos mais negociados no Brasil – soja e trigo – revelaram diferenças marcantes entre o interior do Paraná e a região litorânea de Paranaguá, bem como entre os dois estados fronteiriços.
No interior paranaense, a saca de soja de 60 quilos registrou acréscimo de 0,20%, alcançando o valor de R$148,34 por saca. Esse aumento, embora modesto, contrasta com a queda observada em Paranaguá, onde a cotação despencou 0,54% e atingiu R$153,40. Os dados refletem a dinâmica de oferta e demanda local, influenciada por fatores climáticos e de logística.
Os registros diários da Cepea/ESALQ mostram que, em 20/10/2026, a soja no interior do Paraná manteve um desempenho estável, enquanto Paranaguá continuou a oscilar, com variações mensais de –4,24% e –5,05% respectivamente. A diferença de preço entre as duas regiões pode impactar diretamente os custos de produção e a competitividade dos produtores locais.
Em relação ao trigo, a situação divergiu entre os estados. No Paraná, a tonelada do cereal foi negociada a R$1.563,34, apresentando uma leve queda de 0,12% em relação ao dia anterior. Já no Rio Grande do Sul, o trigo manteve o preço estável em R$1.475,23, com variação diária zero e crescimento mensal de 1,70%. Esses números indicam que, embora o trigo no Paraná tenha sofrido uma redução de preço, o Rio Grande do Sul conseguiu manter a estabilidade, refletindo diferenças nas condições de mercado e na oferta regional.
- Publicidade -
Os valores convertidos em dólares também mostram a influência do câmbio na precificação dos grãos: a soja do interior do Paraná teve US$29,54 por saca, enquanto em Paranaguá o preço caiu para US$30,55. No caso do trigo, o Paraná registrou US$311,36 por tonelada, superando os US$293,81 do Rio Grande do Sul.
Essas variações apontam para a necessidade de os produtores monitorarem de perto os indicadores regionais, ajustando estratégias de venda e logística conforme a evolução dos preços. Para os investidores e analistas, o cenário reforça a importância de diversificar as regiões de comercialização e de acompanhar de perto as tendências de oferta e demanda, sobretudo em períodos de volatilidade cambial.
Os dados apresentados são provenientes do Cepea, órgão referência em pesquisas agrícolas no Brasil.
