Introdução
Nas eleições de 2026, o Partido Liberal (PL) emergiu como a força dominante na Câmara dos Deputados, com 121 parlamentares na nova legislatura que inicia em 1º de fevereiro de 2027. Esse resultado representa um ganho de 24 deputados em relação à composição de 2022, segundo levantamento da Agência Câmara, baseada nos dados do TSE.
Distribuição na Câmara
A federação PT‑PCdoB‑PV ocupa a segunda maior bancada, com 88 deputados, enquanto a federação União‑PP segue de perto, com 87 integrantes, uma queda de 18 em relação à eleição anterior.
| Bancada | 2026 | 2022 |
| PL | 121 | 97 |
| PT/PCdoB/PV | 88 | 82 |
| União/PP | 87 | 105 |
| PSD | 43 | 42 |
| Republicanos | 41 | 40 |
| MDB | 36 | 41 |
| Podemos | 27 | 20 |
| PSB | 15 | 15 |
| Psol/Rede | 15 | 15 |
| PSDB/Cidadania | 11 | 18 |
| Novo | 10 | 3 |
| PRD/Solidariedade | 7 | 12 |
| PDT | 6 | 16 |
| Avante | 5 | 7 |
| Missão | 1 | 0 |
Resultado no Senado
No Senado, o PL também se destaca, conquistando 19 dos 54 senadores (35,2 %) e, somados aos que já estavam em mandato, a bancada deverá chegar a 28 integrantes, a maior desde 1988, superando os 27 do então PMDB em 1999. Os senadores eleitos em 2026 foram: 19 PL, 7 MDB, 6 PT, 3 cada um de Novo, PP, PSB e União, 2 cada um de Podemos, PSDB, PSD e Republicanos, e 1 cada um de PDT e Rede.
| Bancada | Senadores |
| PL | 19 |
| MDB | 7 |
| PT | 6 |
| Novo, PP, PSB e União | 3 cada |
| Podemos, PSDB, PSD e Republicanos | 2 cada |
| PDT e Rede | 1 cada |
Impacto nas campanhas presidenciais
O cenário legislativo coloca os candidatos à presidência em posições distintas. Se Lula for reeleito, a aprovação de projetos de seu governo pode enfrentar obstáculos significativos, enquanto Flávio Bolsonaro teria facilidade para formar majorias em votações no Congresso.
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Propostas
Em Goiânia, na terça‑feira (6), Flávio Bolsonaro anunciou que pretende usar a nova bancada do PL para “redemocratizar o país”. Ele detalhou a intenção de apresentar PECs que reformariam o Judiciário, reduzir a maioridade penal e acabar com a reeleição, gerando desconforto até entre aliados que alertam para os riscos de um discurso “já ganhou”.
Comentário de André César
O cientista político André César, sócio da Hold Assessoria Legislativa, avalia que o caminho não passa por uma nova Constituinte: “Ele está jogando assim: vou mexer com o Judiciário, a reforma tributária e talvez a segurança pública. Não precisa de uma constituinte; isso separa o país. Precisamos resolver outras questões já, pois uma constituinte leva mais tempo.”
Quanto ao cenário de Lula em 2027, César observa que a estratégia deve ser mais moderada, continuando o que já está em andamento e avançando, por exemplo, na PEC da Segurança Pública
