Em levantamento recente da Quaest, os eleitores brasileiros apontam um equilíbrio no segundo turno da eleição presidencial. Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro aparecem com 42% de intenções de voto cada um quando analisados em conjunto, mas a distribuição regional revela disparidades marcantes.
Na última rodada, Lula registrou 39% das intenções, enquanto Flávio atingiu 34%, afastando o empate técnico observado na pesquisa anterior, onde ambos tinham cerca de 41% e 42%. No entanto, o cenário geral do segundo turno mostra os dois candidatos em pé de igualdade.
Cenários Regionais
O recorte regional destaca que Flávio Bolsonaro lidera em três das cinco regiões. No Sul, ele conquista 54% das intenções contra 29% de Lula; no Sudeste, 43% frente a 37%; e no Centro-Oeste, 57% contra 29%. Por outro lado, Lula se impõe no Norte com 50% e no Nordeste com 58% das intenções de voto.
Quando comparado com outros concorrentes, Lula mantém vantagem em diversas regiões. Em confronto direto com Ronaldo Caiado (PSD), 61% do Nordeste e 51% do Norte preferem o candidato petista, enquanto Caiado lidera no Centro-Oeste (60%) e no Sul (47%). No caso de Romeu Zema (Novo), Lula mantém superioridade no Nordeste (63%) e no Norte (53%), mas Zema vence no Sul (38%) e no Centro-Oeste (36%).
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Em disputa com Renan Santos (Missão), Lula lidera no Norte (53%) e no Sudeste (40%), mas Santos tem vantagem no Centro-Oeste (48%) e no Sul (42%). Já frente a Augusto Cury (Avante), Lula conquista o Norte (52%) e o Nordeste (59%), enquanto Cury lidera no Sul (40%) e tem 34% no Centro-Oeste.
Pesquisa Quaest
O estudo contou com 2.004 eleitores, de 16 anos ou mais, entrevistados entre 24 e 27 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é BR-06520/2026.
Esses dados indicam que, embora Lula e Flávio Bolsonaro estejam equiparados em nível nacional, a dinâmica regional pode influenciar decisivamente o resultado final. A presença de candidatos como Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Augusto Cury acrescenta complexidade ao cenário, reforçando a importância de estratégias eleitorais que considerem as nuances de cada região.
