Estudo revela importância da educação na ascensão social
Um estudo recente realizado pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (Imds) em parceria com o grupo de pesquisa Prospera Lab, através da plataforma Atlas da Mobilidade Social, mostrou que a educação é o fator mais associado à ascensão de renda no Brasil. De acordo com os dados, municípios que registram melhores indicadores educacionais tendem a apresentar maiores chances de mobilidade ascendente.
Entre as dimensões avaliadas, a educação apresentou a associação mais forte com a mobilidade social ascendente. Isso significa que localidades com Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) mais elevado e menor distorção idade-série apresentam melhores resultados em mobilidade social.
Recorte regional
O estudo também analisou as chances de ascensão social de jovens oriundos de famílias de baixa renda nas diferentes regiões do país. As maiores probabilidades de mobilidade concentram-se nas regiões Sul, Sudeste e em partes do Centro-Oeste, enquanto as menores taxas de mobilidade foram identificadas nas regiões Norte e Nordeste.
Segundo a Agência Brasil, o resultado revela territórios onde a pobreza tende a ser mais persistente entre gerações, ou seja, a reprodução das desvantagens sociais é mais intensa em municípios das regiões Norte e Nordeste.
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Desigualdades estruturais
Além da educação, o Atlas também mostrou que as oportunidades de ascensão econômica variam conforme raça, gênero e origem familiar. O levantamento revelou que, entre jovens brancos que nasceram em famílias situadas entre os 25% mais pobres da distribuição de renda, 36,3% permanecem nesse grupo na vida adulta. Entre os não brancos, a probabilidade sobe para 51,6%.
Segundo o Atlas, o gênero também impacta as possibilidades de mobilidade social. Entre os filhos de pais que estavam entre os 25% mais pobres da população, cerca de um terço dos homens (32,9%) permanece no mesmo nível de renda na vida adulta. Entre as mulheres, a proporção chega a 65,1%. A disparidade aparece, ainda, no recorte racial: enquanto 69% das mulheres não brancas continuam entre os 25% mais pobres quando adultas, entre as mulheres brancas esse percentual é menor, de 52,9%.
Conclusão
O estudo do Atlas da Mobilidade Social mostra que a educação é fundamental para a ascensão de renda no Brasil. Além disso, revela desigualdades estruturais que afetam as oportunidades de ascensão econômica, como raça, gênero e origem familiar. É importante que essas desigualdades sejam abordadas e superadas para que todos tenham acesso às mesmas oportunidades e possam melhorar sua condição socioeconômica.
