Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Accept
FolhaDFFolhaDF
  • Mundo
    • Cotidiano
  • Economia
  • Educação
  • Esportes
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Entretenimento
    • Pessoas
    • Música
    • Cinema
    • Gastronomia
    • Séries
    • Cultura
    • Internet
    • Moda
    • Televisão
  • Artigos
Reading: Ação contra emendas impositivas quer devolver orçamento ao Executivo
Share
Aa
Aa
FolhaDFFolhaDF
  • Fale conosco
  • Política de Privacidade
  • Expediente
  • Pessoas
  • Cinema
  • Cultura
  • Internet
  • Moda
  • Música
  • Séries
  • Televisão
  • Fale conosco
  • Política de Privacidade
  • Expediente
Follow US
Uncategorized

Ação contra emendas impositivas quer devolver orçamento ao Executivo

Last updated: 2024/08/19 at 11:11 AM
Redação FolhaDF Published agosto 19, 2024
Share
SHARE

Índice
SemipresidencialismoLiminarLegislativo

A Ação Direta de Inconstitucionalidade do PSOL que levou à suspensão das emendas parlamentares impositivas tem o objetivo de devolver ao Executivo o controle sobre a execução do orçamento público, explicou à Agência Brasil um dos autores da ação, o doutor em Direito Rafael Valim.

O especialista afirmou que as emendas impositivas, criadas a partir de 2015 durante a presidência de Eduardo Cunha na Câmara dos Deputados, violam o núcleo da Constituição, o Artigo 60, parágrafo 4º, que é cláusula pétrea, ao transferir parte da execução do Orçamento da União ao Congresso Nacional.

“O Legislativo tem praticamente um terço das receitas livres que ele pode gastar de acordo com seus interesses, de acordo com o seu plano de governo. O Legislativo se apropriou dessa receita e ele define onde empregá-las”, argumentou Rafael Valim, também diretor do Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa (IREE)

- Publicidade -

Para o advogado, o debate sobre a ação na imprensa está, em parte, equivocado, e que o principal não é a transparência e rastreabilidade dos recursos, mas sim a própria impositividade das emendas, que retiraram do Executivo o controle sobre parte do Orçamento, ferindo a separação dos poderes.

“A Constituição originária não previa a impositividade das emendas parlamentares. As emendas parlamentares eram meramente indicativas e o Executivo tinha a discricionariedade para executá-las ou não. Ou seja, a execução das emendas parlamentares estava sob o crivo do Executivo. O que essa ação nossa visa restaurar é o modelo original da Constituição”, explicou.

As emendas impositivas individuais ou de bancadas são os recursos do orçamento que o Executivo tem a obrigação de executar a partir da indicação dos parlamentares e das bancadas.

Semipresidencialismo

A peça que o PSOL protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) questiona que essas emendas criaram, na prática, um regime semipresidencialista no Brasil, que “jamais desejado pelo Constituinte, incompatível com nosso sistema constitucional e antagônico às cláusulas pétreas de nossa Constituição Federal”.

Ainda segundo a ADI, a impositividade das emendas capturou o orçamento e bloqueou o planejamento e a coordenação das políticas públicas de forma eficiente. “Dificulta o ajuste fiscal, o planejamento e execução de políticas públicas e o equilíbrio das contas”, diz o documento.

A ação destaca ainda que a pulverização do Orçamento por municípios é tão intensa que “torna praticamente impossível o controle preventivo, concomitante e posterior sobre os gastos públicos”.

Liminar

O ministro do STF Flávio Dino acatou parcialmente a ADI e mandou suspender o pagamento das emendas até que um acordo entre Executivo e Legislativo criem medidas de transparência, eficiência e rastreabilidade dos recursos.

Flávio Dino, no entanto, não rejeitou o objeto principal da ação, que questiona a constitucionalidade da impositividade dessas emendas. “A análise dos demais questionamentos arguidos na petição inicial, inclusive a pleiteada eliminação definitiva e total das emendas impositivas por inconstitucionalidade insanável, será procedida após as manifestações previstas em lei, quando da decisão final”, disse o ministro no despacho.

Rafael Valim avalia que a decisão de Flávio Dino vai muito além da rastreabilidade ou transparência das emendas. “Ele diz o seguinte: essa impositividade que se firmou ao longo dos últimos anos jamais pode ser lida como absoluta. Os deputados e senadores vão lá e indicam os lugares onde eles querem gastar e o Executivo simplesmente assiste aquilo e paga. Não pode ser assim”, explicou.

Para o especialista que ajudou a escrever a ação, a liminar do ministro Flávio Dino indica que as emendas parlamentares devem respeitar o planejamento do Executivo. “Essa impositividade agora tem de estar em conformidade com a construção, com o planejamento, com o plano plurianual, com o planejamento que o próprio Executivo fez. Ou seja, com aquelas aspirações que foram aprovadas nas urnas”, completou.

Legislativo

A liminar do ministro Flávio Dino, confirmada nesta sexta-feira (16) pela maioria do STF, teve uma reação imediata do Congresso Nacional. Ainda na quarta-feira (14), a Comissão Mista de Orçamento (CMO) rejeitou a medida provisória que destina crédito de R$ 1,3 bilhão ao Judiciário.

Os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD/MG), da Câmara, Arthur Lira (PP/AL), e 11 partidos, entre eles PT, MDB, PSDB, PDT, PSB e PP, questionaram a decisão de Flávio Dino alegando que ela traz danos imediatos ao interesse público.

“As decisões causam danos irreparáveis à economia pública, à saúde, à segurança e à própria ordem jurídica, além de violar patentemente a separação de poderes”, afirmaram as legendas, em nota.

Na quarta-feira, o deputado Arthur Lira já havia criticado as decisões contrárias às emendas parlamentares. “É sempre bom lembrar que o Orçamento não é do Executivo. O Orçamento é votado pelo Congresso, por isso é lei. Sem o aval do Parlamento não tem validade constitucional”, afirmou.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC

Share this Article
Facebook Twitter Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Previous Article PF indicia Torres e Vasques por uso ilegal da PRF nas eleições de 2022
Next Article Cadernos de prova do CNU já estão disponíveis; veja como acessar
Leave a comment Leave a comment

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Anúncios

Política

Polarização regional marca corrida presidencial de 2026, aponta BTG/Nexus
Polarização regional marca corrida presidencial de 2026, aponta BTG/Nexus
Política
Eleitores têm até 20 de agosto para solicitar voto em trânsito nas Eleições 2026
Eleitores têm até 20 de agosto para solicitar voto em trânsito nas Eleições 2026
Política
Eleitorado da Região Norte cresce 4,37% e passa a concentrar 8,26% do eleitorado nacional (até 2026)
Eleitorado da Região Norte cresce 4,37% e passa a concentrar 8,26% do eleitorado nacional (até 2026)
Política
Convenções Partidárias para Eleições Gerais de 2026 Começam a Partir da Segunda-Feira
Convenções Partidárias para Eleições Gerais de 2026 Começam a Partir da Segunda-Feira
Política
Congresso Nacional entra em recesso e deputados e senadores negociam coligações para as eleições
Congresso Nacional entra em recesso e deputados e senadores negociam coligações para as eleições
Política

Recentes

Café hoje: confira cotações para esta sexta-feira (31)
Café hoje: confira cotações para esta sexta-feira (31)
Economia
Preços da soja e trigo caem no Paraná e Rio Grande do Sul (31/07/2026)
Preços da soja e trigo caem no Paraná e Rio Grande do Sul (31/07/2026)
Economia
CAIXA Inicia Pagamento do Bolsa Família para Beneficiários com NIS Terminado em 0 (31/07)
CAIXA Inicia Pagamento do Bolsa Família para Beneficiários com NIS Terminado em 0 (31/07)
Economia
Ana Paula, Nathi Zanin e Tati Weg são as Pimentinhas deste mês da Sexy
Ana Paula, Nathi Zanin e Tati Weg são as Pimentinhas deste mês da Sexy
Uncategorized
Ibovespa registra alta de 1,88% em quinta-feira (30)
Ibovespa registra alta de 1,88% em quinta-feira (30)
Economia

© 2016 O Divergente - Notícias entretenimento e atualidades do Brasil e do Mundo- Todos os direitos reservados

Removed from reading list

Undo
Bem vindo de volta!

Entre na sua conta

Lost your password?