Monitoramento climático em foco
A Justiça Eleitoral continua a vigiar as condições climáticas que podem afetar a votação do segundo turno das Eleições 2026, agendado para este domingo (25). A Sala de Situação Nacional de Emergências Climáticas em Saúde operará presencialmente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, em parceria com os 27 tribunais regionais eleitorais (TREs) e seis instituições parceiras, a fim de identificar riscos que possam comprometer a integridade do pleito.
De acordo com o TSE, as áreas prioritárias são os estados das regiões Sul e Sudeste, onde a previsão aponta por chuvas intensas e temporais. No Sul, os acumulados podem chegar a 70 a 150 milímetros em cinco dias, com picos pontuais superiores a 200 milímetros. No Sudeste, São Paulo, Rio de Janeiro e o sul do Espírito Santo são os locais com maiores volumes, entre 30 e 80 milímetros. Outras regiões do país também estão sob vigilância para eventuais instabilidades.
A Sala de Situação Nacional de Emergências Climáticas em Saúde acompanha previsões meteorológicas e alertas de desastres, identifica áreas vulneráveis e avalia riscos para os locais de votação e para as rotas de transporte das urnas eletrônicas. O trabalho inclui a elaboração de protocolos que visam reduzir danos causados por eventos climáticos extremos e apoiar decisões em situações de crise.
A estrutura da sala reúne o TSE, os TREs, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec).
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No primeiro turno, foram registradas ocorrências relacionadas a temporais e interrupções no fornecimento de energia elétrica, sobretudo nas regiões Sul e Sudeste. Segundo o TSE, as medidas adotadas pelos TREs e pelas empresas de energia permitiram manter a normalidade da votação, sem interrupções significativas.
O monitoramento climático demonstra a crescente preocupação das autoridades eleitorais em garantir a segurança e a continuidade dos processos democráticos, reconhecendo que eventos climáticos extremos podem representar ameaças reais à logística eleitoral. Ao integrar dados de diversas agências governamentais, a Justiça Eleitoral reforça a capacidade de resposta rápida e a mitigação de riscos, assegurando que a vontade popular seja expressa em condições de equidade e segurança.
