Receita federal chega à capital mato-grossense
No segundo decêndio de outubro de 2026, a capital do estado de Mato Grosso recebeu aproximadamente R$ 2,7 milhões de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O valor faz parte da distribuição periódica realizada pelo Tesouro Nacional a cada dez dias, destinada a financiar despesas municipais.
Posição no ranking estadual
Em comparação com os demais municípios do estado, Cuiabá ocupou a primeira posição entre os 142 municípios de Mato Grosso no período analisado, superando todas as demais cidades na quantia recebida.
Repasses acumulados em 2026
Somando os repasses já creditados em outubro, a capital alcançou cerca de R$ 9,3 milhões no mês. Entre 21 de outubro de 2025 e 20 de outubro de 2026, o total transferido ao município atingiu aproximadamente R$ 256 milhões.
No acumulado do ano, de 1º de janeiro a 20 de outubro, Cuiabá recebeu quase R$ 203 milhões, comparado a quase R$ 181 milhões no mesmo intervalo de 2025. A diferença corresponde a um aumento de 12,24% quando se comparam os dois períodos.
- Publicidade -
Como o fundo é distribuído
Os recursos do FPM provêm da arrecadação federal do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Os coeficientes de distribuição são calculados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) com base nos dados populacionais do IBGE, garantindo que a repartição seja proporcional à população de cada município.
O pagamento é dividido em três decêndios por mês, normalmente nas datas 10, 20 e 30. Quando a data de crédito cai em fim de semana ou feriado, o depósito é antecipado para o dia útil anterior. Os valores divulgados são brutos, antes das deduções constitucionais aplicáveis a cada município.
Contexto e análise
A liderança de Cuiabá no ranking estadual reflete não apenas a sua maior população, mas também a efetividade de sua gestão em aproveitar os recursos federais. O aumento de 12,24% no montante recebido em comparação com o ano anterior pode impulsionar projetos de infraestrutura, saúde e educação, áreas críticas para o desenvolvimento da região.
Entretanto, é importante lembrar que o FPM representa apenas uma parcela dos recursos necessários para a manutenção dos serviços públicos. A dependência de repasses federais exige que os gestores municipais busquem fontes alternativas de financiamento e otimizem a execução orçamentária para garantir a sustentabilidade financeira a longo prazo.
