Queda expressiva na dengue, chikungunya e Zika em 2026
Em 2026, o Brasil registrou uma diminuição de quase 70% nos casos prováveis de dengue, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Até 26 de setembro, foram contabilizados 470,5 mil casos prováveis da doença no país, frente a 1,5 milhão registrados até a mesma data de 2025.
O declínio não se limitou à dengue. Em 2026, foram registrados 67.902 casos prováveis de chikungunya, um 43% menos que os 118.885 registrados em 2025. Já os casos de Zika somaram 2.141, representando uma queda de 35% em relação aos 3.724 do ano anterior.
Esses números vêm do 2º ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), do Ministério da Saúde. Os dados também podem ser acompanhados no Painel de Monitoramento das Arboviroses.
Ações de prevenção e controle
O Ministério da Saúde destaca que os resultados do LIRAa reforçam a importância da manutenção das medidas de prevenção e controle do Aedes aegypti. O levantamento permite que gestores locais direcionem ações conforme a situação de cada município.
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Os Agentes de Combate às Endemias (ACE) continuam atuando na prevenção e controle das arboviroses, identificando e tratando criadouros e orientando a população. Até o fim de 2026, o Ministério prevê a formação de mais de 300 mil profissionais.
Entre as estratégias em uso estão a borrifação residual intradomiciliar em imóveis especiais, as estações disseminadoras de larvicida e o método Wolbachia, que utiliza uma bactéria para reduzir a capacidade de transmissão do vírus pelo mosquito. As ovitrampas também são empregadas em cerca de 2 mil municípios, complementando os indicadores do LIRAa.
Cuidados dentro e fora de casa
Com a aproximação do verão e as condições climáticas associadas ao El Niño, o Ministério da Saúde alerta para a necessidade de reforçar as medidas de prevenção durante o período de maior risco de proliferação do Aedes aegypti.
A participação da população é fundamental para evitar a formação de criadouros. A recomendação é realizar vistorias regulares dentro de casa e nas áreas externas para identificar e eliminar locais que possam acumular água.
Entre as principais orientações estão:
- utilizar telas nas janelas e repelentes em áreas com transmissão das doenças;
- remover recipientes que possam acumular água e se transformar em criadouros;
- manter reservatórios e caixas‑d’água devidamente vedados;
- desobstruir calhas, lajes e ralos;
- colaborar com as ações de prevenção e controle realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Mais informações estão disponíveis no Portal do Ministério da Saúde.
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