Minas Gerais acumulou quase R$ 3,3 bilhões em perdas causadas por desastres no período de 1º de julho a 30 de setembro de 2026, informou a Confederação Nacional de Municípios (CNM). O levantamento destaca que mais de R$ 2,1 bilhões resultaram de seca e estiagem, enquanto as chuvas intensas geraram cerca de R$ 1,2 bilhões em danos.
O estado foi o mais atingido do Sudeste, com aproximadamente 975,1 mil pessoas afetadas, segundo o Boletim El Niño 2026/2027. Em todo o Sudeste, as perdas somaram R$ 4 bilhões, sendo que Minas Gerais representa cerca de 83 % desse total.
Além da seca e das chuvas, o boletim registrou vendavais, deslizamentos, granizo e inundações em diversas áreas, causando danos a 3 054 moradias, queda de árvores e postes e interrupções no fornecimento de energia elétrica. Esses impactos se espalharam por regiões como Sul de Minas, Médio Paraíba Fluminense, Região Metropolitana de São Paulo, interior paulista e Vale do Ribeira.
No panorama nacional, a CNM contabilizou mais de R$ 12,6 bilhões em prejuízos e 6,9 milhões de pessoas atingidas no mesmo trimestre. Para mitigar futuros desastres, a entidade recomendou que os municípios atualizem seus planos de contingência, façam mapeamento de áreas de risco e organizem abrigos e rotas de evacuação, conforme a Nota Técnica nº 12 publicada em maio de 2026.
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O cenário aponta para a crescente vulnerabilidade das cidades mineiras frente a eventos climáticos extremos, exigindo investimentos em infraestrutura resiliente e políticas públicas de adaptação. A consolidação de dados e a implementação de medidas preventivas são passos essenciais para reduzir a exposição da população e proteger os recursos econômicos do estado.
