Em relatório divulgado em 17 de setembro, a Instituição Fiscal Independente (IFI) revelou que o Estado brasileiro deve registrar um déficit primário de R$86,1 bilhões no ano de 2027, exigindo a contenção de R$35,7 bilhões nas despesas para cumprir a meta fiscal estabelecida pelo arcabouço. A projeção contrasta com o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que prevê um superávit de R$18,6 bilhões para o mesmo período, gerando uma diferença de R$104,8 bilhões.
Os números, contidos no Relatório de Acompanhamento Fiscal de setembro (RAF 116), apontam que a divergência se deve, em grande parte, às projeções macroeconômicas adotadas pelo governo. Enquanto o PLOA 2027 projeta uma expansão do PIB de 2,5%, a IFI estima apenas 1,8%, e o Boletim Focus prevê 1,5%. Tal variação impacta diretamente o dimensionamento das receitas públicas.
Diferenças nas projeções de receitas e despesas
A inflação também entra em jogo: o governo considera um IPCA de 3,6%, a IFI projeta 4,0% e o Boletim Focus 4,3%. Quanto à massa salarial, o governo estima um crescimento de 10,1%, enquanto a IFI prevê apenas 7,3%. Essas disparidades afetam a arrecadação previdenciária e a composição de receitas tributárias.
Em termos de despesas, as principais divergências giram em torno dos gastos previdenciários, do Benefício de Prestação Continuada (
