Volumes elevados de chuva registrados nos últimos dias na região do MATOPIBA, que abrange áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, têm ajudado a recuperar a umidade do solo e beneficiado lavouras de soja em fase de enchimento de grãos. No entanto, o excesso de precipitação já começa a trazer desafios para produtores que estão na fase de colheita.
De acordo com informações do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a semeadura da safra 2025/2026 ocorreu com leve atraso em relação aos anos anteriores, devido à irregularidade das chuvas no início da estação chuvosa. Ao longo do ciclo da cultura também foram registrados períodos de deficiência hídrica, principalmente durante a fase vegetativa e no início do período reprodutivo.
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Entre o fim de fevereiro e os primeiros dias de março, houve mudança no padrão meteorológico da região, com pancadas de chuva de maior volume e recuperação da umidade no solo. Essa condição favorece o desenvolvimento das lavouras que ainda estão em formação de grãos.
Por outro lado, nas áreas onde a soja já atingiu maturação fisiológica, o excesso de umidade tem dificultado a entrada de máquinas nas lavouras, atrasando a colheita. O solo encharcado também prejudica a trafegabilidade em estradas vicinais e pode afetar o escoamento da produção, além de aumentar o risco de perdas na qualidade dos grãos.
Outro ponto de atenção é o ambiente mais favorável à ocorrência de doenças fúngicas e aumento da pressão de pragas, especialmente nas áreas onde a semeadura foi realizada mais tarde. A combinação de alta umidade do ar, solo saturado e menor incidência de radiação solar pode limitar o potencial produtivo das lavouras.
A previsão do tempo indica continuidade das chuvas pelo menos até quarta-feira, 11 de março, principalmente no sul do Maranhão, centro-norte do Tocantins e em áreas do Piauí. Em alguns pontos, os acumulados podem ultrapassar 100 milímetros, sobretudo entre os dias 5 e 6.
Diante desse cenário, especialistas recomendam que produtores acompanhem diariamente as atualizações meteorológicas e monitorem as condições de umidade do solo para planejar as operações agrícolas e reduzir possíveis perdas na colheita.
