Para a atriz Luísa Locher, o Dia Internacional da Mulher é um momento de destacar que sua carreira é uma busca constante por entender o ser humano. Com uma trajetória que une o audiovisual e o teatro, representar mulheres é um ato de ocupação de espaços e celebração das nuances femininas que foram simplificadas na dramaturgia.
Luisa sentiu a veia artística pulsar desde a infância e decidiu se tornar atriz após se emocionar com o espetáculo O Fantasma da Ópera em 2018. Para ela, atuar é “viver várias vidas dentro de uma” e essa multiplicidade é uma ferramenta poderosa de representatividade.
Luisa defende que a presença de mulheres reais, com falhas e contradições, é o que permite uma identificação profunda com o público. Ela acredita que ao fugir de rótulos simplistas, a narrativa ganha honestidade e que cada personagem a permite entrar em contato com dores, forças e desejos diferentes.
Com maturidade e clareza técnica, Luísa impõe sua voz nos ambientes ainda marcados pela liderança masculina. Ela é enfática ao dizer que a relação com o próprio olhar artístico deve ser a prioridade e que a arte não exige pressa, mas sim presença.
