O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, realizou nesta quinta-feira (21), no Centro Nacional de Riscos e Desastres (Cenad), coletiva de imprensa on-line para informar os cuidados e medidas que a população deve adotar em relação às fortes chuvas que podem atingir a região Sudeste a partir desta sexta-feira (22).
Participaram da entrevista virtual, além da Defesa Civil Nacional, representantes do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden),
Entre as localidades que mais preocupam, estão o estado de São Paulo, na região metropolitana, no Vale do Paraíba e no litoral norte. Já a partir de sábado (23), o estado do Rio de Janeiro também exige atenção, além do Sul e da Zona da Mata de Minas Gerais.
Durante a coletiva, o diretor do Cenad, Armin Braun, alertou para os cuidados que podem ajudar a diminuir os impactos das fortes chuvas. “Nós estamos fazendo reuniões com órgãos federais para chegarmos a um alinhamento, passarmos a situação para os estados e defesas civis municipais para evitarmos maiores problemas. Queremos que haja convergência entre nós, do Governo Federal, para podermos antecipar uma situação crítica, que pode causar deslizamentos”, destacou.
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“É importante que os cidadãos fiquem atentos aos alertas das defesas civis dos municípios, procurar as redes sociais dos órgãos de alertas das suas cidades, estados e da gente, enquanto Governo Federal. Também ficaremos atentos e, se for necessário, mandaremos membros da nossa equipe para colaborar com as regiões em que os desastres forem mais críticos”, completou Braun.
A meteorologista e coordenadora-geral do Inmet, Márcia Seabra, também fez uma análise da situação. “Tem uma frente fria severa no Sul do País e ela está se deslocando para a região Sudeste. A partir de amanhã (22), deverá ter um alto acumulado de chuvas no litoral de São Paulo até o estado do Rio de Janeiro, podendo ultrapassar 100 mm por dia. Em alguns pontos, podem chegar até a 200 mm. É importante ficar atento aos alertas da Marinha do Brasil quanto à ressaca do litoral do Rio de Janeiro”, alertou.
Izabelly Costa, integrante da coordenação-geral do Inpe, também participou da coletiva e explicou como o órgão pode ajudar. “Temos várias maneiras de identificar as mais diferentes situações climáticas, mas temos que fazer de uma forma que seja integrada com os demais entes do Governo Federal. O nosso modelo mais próximo aos demais indicam que a chuva ultrapassará os 200 mm no Rio de Janeiro e ficaremos atentos para diminuir os problemas da população”, disse.
Segundo Marcelo Seluchi, meteorologista e coordenador-geral de Operação e Modelagem do Cemaden, uma das grandes preocupações são os deslizamentos que podem ocorrer nas regiões castigadas pelas fortes chuvas. “Estamos trabalhando com a possibilidade de chuvas com nível acima de 200 mm no Rio de Janeiro, podendo causar deslizamentos de terra, com início na sexta-feira à noite. Em São Paulo, podemos ter deslizamentos pontuais, sem ter a possibilidade de descartar a interrupção de algumas rodovias, como a que liga o Vale do Paraíba com o litoral paulista. Há a possibilidade de as fortes chuvas atingirem Minas Gerais, mas a situação mais grave deve ser no Rio de Janeiro até domingo”, enfatizou.
Superintendente da Defesa Civil do Rio de Janeiro, coronel Paulo Nunes relata o que vem sendo realizado no estado. “Nossas equipes já estão no Centro Integrado de Comando e Controle, prontas para permanecer em alerta até tarde da noite do dia 24 para acompanhar os acontecimentos. Estamos em contato com as defesas civis dos municípios, e Cemaden continua monitorando e emitindo alertas e alarmes”, contou o superintendente.
“Temos uma equipe nossa no litoral norte de São Paulo, que é onde existe uma maior preocupação da nossa parte, assim como no Vale do Paraíba e na Baixada Santista. Estamos prontos para atender a população, mas esperamos que não seja necessário. Porém, temos que fazer o alerta para minimizarmos a situação e agradecemos ao Governo Federal por todo o suporte”, comentou a major Claudia Bemi, diretora da Defesa Civil de São Paulo.
Orientações
Em áreas de risco, como encostas, por exemplo, é preciso ficar muito atento a qualquer sinal de movimentação do terreno, como trincas e rachaduras em postes e paredes. Se constatado qualquer um desses sinais em áreas de risco de deslizamento ou inundação, é importante contatar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros no 193.
A Defesa Civil Nacional indica que a população cadastre os telefones celulares, enviando mensagens de texto para o número 40199 com o CEP da região onde mora, para passar a receber alertas por SMS. Além disso, é importante estar sempre atento às informações da Defesa Civil, principalmente dos municípios, que dão a primeira resposta aos desastres.
O Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil já está mobilizado, assim como as defesas civis estaduais e municipais, que também vão ajudar a informar a população que reside nas áreas que podem ser atingidas.
Dicas de segurança
*Desligue aparelhos elétricos e quadro geral de energia.
*Em caso de enxurrada ou similar, coloque documentos e objetos de valor em sacos plásticos.
*Em caso de situação de grande perigo confirmada: Procure abrigo, evite permanecer ao ar livre.
*Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).
Fonte: MIDR
Fonte: Brasil61
